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Vizinhos reclamam de boate que ‘herdou’ a bagunça dos bailes funks em frente do aeroporto

A boate, onde são realizados bailes funks, está instalada na esquina das ruas Taquari com Itororó,no bairro Santo Antônio,em Campo Grande, há aproximadamente três anos e neste período, segundo os vizinhos, acabou o sossego. O Empório Santo Antônio é constantemente citado em ocorrências policiais. Neste fim de semana começou ali a operação policial que terminou […]

Arquivo Publicado em 17/02/2014, às 14h19

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A boate, onde são realizados bailes funks, está instalada na esquina das ruas Taquari com Itororó,no bairro Santo Antônio,em Campo Grande, há aproximadamente três anos e neste período, segundo os vizinhos, acabou o sossego.


O Empório Santo Antônio é constantemente citado em ocorrências policiais. Neste fim de semana começou ali a operação policial que terminou com a morte de um rapaz que teria enfrentado os policiais do Batalhão de Choque.


Os moradores da vizinhança afirmam que a partir de sexta-feira não conseguem dormir direito. Este é o caso da dona de casa Lourdes, de 60 anos de idade.


Ela mora na região há mais de 20 anos e nunca teve problemas,mas a partir da instalação da casa de shows a situação se complicou.


“Moro aqui com duas filhas e uma delas tem um bebê. É impossível dormir a partir de sexta-feira, quando começam os bailes. O pessoal sobe nas calçadas faz suas necessidades no muro e até transam em frente do portão. Já pedimos providências às autoridades mas ninguém faz nada”,afirmou dona Lourdes.


Outro morador que pede para não ser identificado, afirmou que o proprietário da boate diz para todo mundo ouvir que tem amigos influentes e que ninguém pode fazer nada e que a casa funcionará no local até quando ele quiser.


Por seu turno, o presidente da Associação de Moradores do bairro, Miguel Benedito Gileno, de 73 anos de idade, confirmou que já protocolou diversos documentos na Polícia Militar e Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) pedindo por mais policiamento ou mesmo um posto fixo no local nos dias de baile e também uma revisão na licença para o funcionamento.


“A bagunça é grande e de vez em quando a polícia aparece. Mas era preciso que ficasse fixa aqui. Assim acredito que aqueles que procuram confusão não aparecerão.Na prefeitura informam que a instalação da casa aqui é legal e que não podem fazer nada. Mas quando acontecem os bailes o barulho pé grande são carros e motos acelerando forte, música alta durante toda a madrugada sem contar na pornografia que corre solta”,afirmou o presidente. Segundo ele o ideal seria que a casa fechasse, mas se isso não for possível, que a fiscalização seja mais intensa.

Jornal Midiamax