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VÍDEO: depois de 32 anos sem se ver, mãe e filha se reencontram na Capital

A 5ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Piratininga,  região sul de Campo Grande, foi palco para um fato diferente na manhã de hoje. Um reencontro entre mãe e filha, que há 32 anos não se viam. A busca foi realizada pela policial civil Maria Campos, depois que houve a solicitação.   A auxiliar financeira Doralina […]

Arquivo Publicado em 24/03/2014, às 17h35

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A 5ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Piratininga,  região sul de Campo Grande, foi palco para um fato diferente na manhã de hoje. Um reencontro entre mãe e filha, que há 32 anos não se viam. A busca foi realizada pela policial civil Maria Campos, depois que houve a solicitação. 

 A auxiliar financeira Doralina Soares de Freitas, de 33 anos, contou à equipe do Midiamax que, foi dada para uma família quando tinha apenas 1 ano de idade. “A minha mãe me entregou para a minha avó materna me criar, mas como ela não tinha condições financeiras, ela acabou me dando para um casal de inquilinos que tinha, lá em Aquidauana”, fala. 
 Depois de algum tempo, o casal  se mudou para Campo Grande e por sete anos Doralina viveu próximo da Ceasa. “Eles me judiavam demais e os vizinhos, vendo aquilo, se ofereceram para me criar. O casal acabou me entregando para uma destas famílias da vizinhança, que já tinham outros três filhos, com a mesma idade que a minha na época”, lembra. 
 A mulher conta que a nova família não teve distinção com ela, e a criou da melhor forma possível. “Até então não tinha documento nenhum e eles providenciaram tudo isso. Tive educação e tudo que os demais filhos tiveram. Não houve qualquer tipo de distinção”, recorda Doralina. 
BUSCAS 
 Moradora em Campo Grande, Doralina é casada e tem dois filhos, mas sempre teve curiosidade de conhecer a família legítima. “Minha irmã (de criação) que me ajudou. Ela ficou sabendo da Maria Campos e contou a minha história”, frisa. 
 Com isso houve as buscas e a mãe dela foi localizada. Dorvalina Soares de Freitas, de 48 anos, agora é comerciante e continua morando em Aquidauana. A mulher tem outros filhos e um neto. 
 Para a imprensa, Dorvalina não quis revelar os motivos que a fizeram deixar a filha aos cuidados da mãe. “Quero cultivar os laços com a minha filha que não vejo há mais de 30 anos. Agora é hora de um recomeço, de aproximar as famílias e deixar o passado pra trás”, alega a mulher.
Jornal Midiamax