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Viciados transformam Orla Ferroviária em ‘cracolândia’ no centro de Campo Grande

Criada para ser um ponto turístico em Campo Grande,urbanizada e com quiosques que deveriam oferecer lanches e pratos regionais, a Orla Ferroviária aos poucos vem se tornando uma verdadeira cracolândia, ponto de distribuição e consumo de drogas. O trecho considerado mais crítico é o localizado entre a Avenida Mato Grosso e a Rua Dom Aquino.Em […]

Arquivo Publicado em 12/04/2014, às 14h56

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Criada para ser um ponto turístico em Campo Grande,urbanizada e com quiosques que deveriam oferecer lanches e pratos regionais, a Orla Ferroviária aos poucos vem se tornando uma verdadeira cracolândia, ponto de distribuição e consumo de drogas.

O trecho considerado mais crítico é o localizado entre a Avenida Mato Grosso e a Rua Dom Aquino.Em vários pontos são formados grupos de usuários que em plena luz do dia consomem drogas. Não é preciso procurar muito para encontrar pelo gramado restos de cachimbo,latas usadas para consumo de crack e isqueiros.

Moradores da região afirmam que não existe hora para que grupos de usuários sejam formados. “A hora que vocês passarem por aqui encontrarão pessoas consumindo drogas. Mas à noite a situação é mais crítica”, afirmou um aposentado que há mais de 30 anos mora nas proximidades da orla.

Todos pedem para não serem identificados pois temem ficarem marcados, mas o relato de furtos e arrombamento de residência são vários. “Minha cozinha foi arrombada e levaram tudo e recuperar é impossível. A polícia vem, leva eles, mas em pouco tempo eles estão de volta”,afirma um morador.

Alguns também testemunharam furtos. “Outro dia uma mulher estava passando quando um desses drogados arrancou a bolsa do braço dela e saiu correndo. Ela nada pode fazer a não ser ficar lamentando”, disse uma comerciante.

Alguns moradores que também são frequentadores, afirmam que evitam passear por ali em determinados horários. “Eu arriscava andar de bicicleta mas depois das 17 horas senti que o clima fica mais pesado.Eles entram na frente e se cair podem pegar alguma coisa. Prefiro não correr risco”, afirmou um estudante.

Para a maioria, para amenizar o problema, a presença com maior frequência de viaturas da Polícia Militar ajudaria. “Mas o melhor mesmo seria a construção de um posto permanente da Guarda Municipal por aqui. Pois assim afugentaria este pessoal usuário de drogas”, afirmou outro morador.

Jornal Midiamax