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Viadutos ficam no discurso e engarrafamento atrapalha trânsito em cruzamentos da Capital

Enquanto a construção de viadutos para desobstruir o trânsito nos principais cruzamentos de Campo Grande fica apenas no debate ou no papel, a população sofre com os congestionamentos em horários de pico. Além dos do nervosismo e atraso, a situação implica diversos acidentes colocando em risco a vida de condutores e pedestres. A reportagem do […]

Arquivo Publicado em 17/02/2014, às 14h11

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Enquanto a construção de viadutos para desobstruir o trânsito nos principais cruzamentos de Campo Grande fica apenas no debate ou no papel, a população sofre com os congestionamentos em horários de pico. Além dos do nervosismo e atraso, a situação implica diversos acidentes colocando em risco a vida de condutores e pedestres.


A reportagem do Midiamax percorreu três dos cruzamentos que mais geram reclamação entre a população. A necessidade de construção de viadutos neste local é compartilhada entre os que passam por estes trechos todos os dias.


O local onde há maior expectativa para solução na lentidão no fluxo de veículos é no cruzamento da Avenida Gury Marques com a Avenida Olavo Vilela (Interlagos), região sul da Capital. Isto porque, os recursos para a obra foram aprovados pelo governo federal ainda na gestão do ex-prefeito Nelson Trad (PMDB), no início de 2012, e a obra ainda não saiu do papel.


Na época, foi anunciado pela Prefeitura de Campo Grande que o viaduto seria a primeira obra, prevista no programa de PAC Mobilidade urbana, e seria iniciada ainda naquele ano. A obra contaria com parte dos recursos de R$ 180 milhões habilitado pelo Ministério das Cidades.


Em julho do ano passado, o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Semy Ferraz, garantiu que a obra seria executada. Segundo ele, o investimento seria de R$ 30 milhões e a obra teria duração de, no mínimo, 18 meses. Além disso, estava prevista a implantação do corredor sul exclusivo para o transporte coletivo com extensão de 16,9 quilômetros.


Sete meses depois não se vê nem sinal do viaduto. “A situação aqui neste trecho é ainda pior, pois tem um fluxo grande de veículos pesados e acaba sendo ainda mais lento”, afirma o motorista Leandro Zanardi, 33 anos, que passa pelo local todos os dias para fazer o trajeto entre o serviço e a casa no bairro Rouxinóis. Ele ainda afirma que quase diariamente presencia acidentes no local.


Nem no papel


Outro trecho bastante debatido para receber viaduto é o cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Via Parque. O congestionamento no local chegou a ser tema de audiência pública na Câmara de Vereadores, em 2013, mas a única solução apresentada até agora foi à sinalização da região com semáforos, anunciados na semana passada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).


No local a lentidão do fluxo de carros deixa os condutores indignados. “Na entrada do (bairro) Carandá já começa o congestionamento. Acho que valeria mais a construção de um viaduto aqui do gastar milhões com aquele Aquário do Pantanal”, critica o mestre de obras Otacílio Prates,  62 anos.


Congestionamento e alagamento


No cruzamento da Avenida Euler de Azevedo com a Ernesto Geisel a população diz acreditar que a construção de um viaduto também ajudará nos problemas de alagamento que atingem o local. “Quando o chove e alaga o trânsito fica ainda pior”, afirma o trabalhador autônomo Carlos Pereira, 43 anos.  Conforme ele, o pior horário é das 7 às 8 horas da manhã quando as filas de carros chegam a atingir 600 metros.


A assessoria de imprensa da prefeitura não se pronunciou sobre a situação dos projetos para estes trechos até o fechamento da reportagem.




Jornal Midiamax