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Turista alemão sobrevive comendo moscas após se perder na Austrália

Um turista alemão que se perdeu em meados de fevereiro em uma zona remota do nordeste da Austrália foi resgatado com vida após sobreviver se alimentando de moscas, informou a polícia. O viajante, Daniel Dudzisz, de 26 anos, foi encontrado na quinta-feira (6) por um motorista perto da cidade de Windorah,  1.883 quilômetros ao oeste […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 12h33

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Um turista alemão que se perdeu em meados de fevereiro em uma zona remota do nordeste da Austrália foi resgatado com vida após sobreviver se alimentando de moscas, informou a polícia.

O viajante, Daniel Dudzisz, de 26 anos, foi encontrado na quinta-feira (6) por um motorista perto da cidade de Windorah,  1.883 quilômetros ao oeste da cidade de Brisbane.

“Ele brincou sobre o fato de que nunca poderia ficar com fome no interior da Austrália devido à grande quantidade de moscas que se pode comer ali, ricas em proteínas”, declarou o inspetor da polícia Mark Henderson ao canal “ABC”.

O turista tentava percorrer andando um trajeto de 90 quilômetros entre as localidades de Windorah e Jundah, como parte de uma longa travessia a pé do Estado de Nova Gales do Sul, cortando Queensland em direção ao monólito vermelho de Uluru, no centro da Austrália.

A polícia explicou que o turista alemão tentava seguir o rio Thomspon quando se perdeu e ficou preso durante dez dias em uma área florestal inundada pela água próxima do Rio Barcoo.

Dudzisz se alimentou inicialmente de feijão enlatado e cereal, mas os mantimentos acabaram rapidamente e ele começou a comer moscas e insetos para sobreviver, acrescentou Henderson.

“Conforme o nível de água aumentava, o turista ficou parado e isolado em uma parte da floresta. Acho que o nível de água aumentou cerca de três metros ao redor”, comentou o inspetor australiano.

A polícia coordenou uma grande operação por terra e ar para buscar ao turista alemão, que conseguiu escapar assim que o nível das águas desceu.

“Sua aparente habilidade para sobreviver com alimentos limitados é única e acho que é um homem forte. Ao dizer isto, evidentemente lhe desejamos o melhor, mas não tentamos transformá-lo em um herói nacional”, disse Henderson.

O alemão, que a partir de agora prometeu seguir as vias principais, pretende continuar caminhando outros 1.900 quilômetros rumo a Uluru.

Jornal Midiamax