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Tropas ucranianas em cidade portuária se preparam para ataque “liderado por russos”

As tropas ucranianas e moradores da cidade portuária Mariupol no leste da Ucrânia se prepararam neste domingo para se defenderem de um ataque dos rebeldes pró-Rússia, que Kiev diz que são apoiados por uma coluna blindada russa, em uma nova ofensiva que desequilibrou a guerra, que já dura cinco meses. Separatistas pró-Rússia e tropas ucranianas […]

Arquivo Publicado em 31/08/2014, às 15h54

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As tropas ucranianas e moradores da cidade portuária Mariupol no leste da Ucrânia se prepararam neste domingo para se defenderem de um ataque dos rebeldes pró-Rússia, que Kiev diz que são apoiados por uma coluna blindada russa, em uma nova ofensiva que desequilibrou a guerra, que já dura cinco meses.


Separatistas pró-Rússia e tropas ucranianas usaram escavadeiras para cavar trincheiras neste domingo ao longo da nova frente de batalha, um trecho de 40km da rodovia costeira no Mar de Azov, com a batalha se aproximando de uma cidade de meio milhão de habitantes.


Soldados apoiados por moradores locais, e usando maquinário de escavação doado por empresas locais, estavam cavando plataformas para artilharia e trincheiras para a infantaria.


Alexandra, uma funcionária dos Correios, com uma pequena fita amarela e azul representando a Ucrânia presa no seu vestido, disse que estava pronta a se juntar à luta contra um possível ataque dos russos e dos rebeldes.


“Temos orgulho de ser dessa cidade e estamos prontos para defendê-la contra os invasores. Vamos cavar trincheiras. Vamos jogar bombas de gasolina neles, os invasores”, disse ela. “Mas acredito que nosso exército e batalhões (de voluntários) vão nos proteger.”


Depois de semanas em que as forças do governo partiram para a ofensiva e os rebeldes, em grande parte, recuaram para as cidades de Donetsk e Luhansk, a tropas pró-Moscou abriram uma nova frente de batalha na costa, na semana passada, tomando a cidade de Novoazovsk.


Kiev, Washington e a União Europeia dizem que o novo avanço é resultado do envio pela Rússia de centenas de soldados e armamento pesado para resgatar os rebeldes do que teria sido um colapso. Moscou nega a alegação.


O trecho da rodovia que liga Mariupol, uma cidade de quase meio milhão de habitantes, a Novoazovsk estava, na maior parte do tempo, tranquila neste domingo, embora os dois lados tenham patrulhas móveis realizando incursões no território um do outro.


A apenas cerca de 3,2 km de distância de Novoazovsk, separatistas da auto-denominada República Popular de Donetsk (RPD) foram vistos usando uma escavadeira para cavar trincheiras e estabelecer posições defensivas semelhantes.

Jornal Midiamax