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Testemunha diz que ciclista que morreu em colisão com carro de advogado fez manobra imprudente

Uma das testemunhas do acidente que terminou com a morte do ciclista Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, na noite do sábado (15), esteve na tarde desta terça-feira (18), na 3ª DP de Campo Grande para prestar depoimento. O homem relatou ao Midiamax que o advogado Ciliomar Maques Filho, 27 anos, que dirigia o […]

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 20h48

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Uma das testemunhas do acidente que terminou com a morte do ciclista Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, na noite do sábado (15), esteve na tarde desta terça-feira (18), na 3ª DP de Campo Grande para prestar depoimento. O homem relatou ao Midiamax que o advogado Ciliomar Maques Filho, 27 anos, que dirigia o Peugeot 307, não poderia ter evitado o acidente, pois o adolescente teria feito uma manobra imprudente na avenida para pegar uma sacola que havia deixado cair no chão.


“Ele não tem culpa do acidente. Pode ter culpa de ter fugido, ou até de ter bebido, não sei se é o caso. Mas o acidente não tinha como evitar”, conta. A testemunha afirma que seguia na Afonso Pena e viu o momento em que o adolescente derrubou a sacola na pista e fez uma manobra, definida por ele, como uma parábola para pegar a sacola. “Por pouco o carro que vinha na pista do meio no o pegou”, diz.


A testemunha relata ainda que pelo impacto da colisão, já imaginou que o adolescente não tivesse resistido e morrido. Ele parou o veículo que conduzia e foi prestar socorro ao adolescente, tendo inclusive, pego a sacola.  “Eu ainda falei: morreu por causa disso”, relembra. Segundo ele, pessoas que estavam no local ainda sugeriram que olhasse na sacola se havia algum meio de contatar a família.


“Tinha a carteira, o carregador do celular, uma carteira de cigarros e um pano, não parecia uma camiseta”. A testemunha diz ainda que Alisson estava de fone de ouvidos e apenas a tampa traseira do aparelho foi encontrada no momento do acidente. “Existem outras testemunhas que viram que não era possível evitar o acidente”, diz.


De acordo com o delegado da 3ª DP de Campo Grande, responsável pelo caso, se for comprovado que o advogado não teve culpa no acidente, ele pode até não responder pelo crime de homicídio, porém, continuará a ser responsabilizado por pela omissão de socorro e pela evasão do local do acidente de trânsito.


Acidente – O ciclista foi atropelado por um Peugeot 307 na noite de sábado (15), por volta das 22h40, na alça de acesso da rua Ceará à avenida Afonso Pena. Alisson teve traumatismo craniano e morreu no local. Uma testemunha, apenas identificada como Thiago, que passava pelo local e presenciou o acidente, viu quando o motorista não prestou socorro e fugiu.


O rapaz seguiu o Peugeot até a altura do Nova Cap, dando luz alta. Questionada pela testemunha sobre o acidente, o motorista disse que viu o que tinha feito, mas que “não poderia fazer nada, e que tinha que fugir do flagrante, pois era advogado”. Além disso, ele admitiu que havia ingerido bebida alcoólica.


A testemunha e os amigos dela, que estavam no mesmo carro, foram os que acionaram o Corpo de Bombeiros pelo 193 do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) e informou sobre o acidente.


Alisson saía da churrascaria, onde trabalhava, e seguia para casa. Os pais dele só descobriram a morte do filho, ao procurar uma delegacia na manhã do dia seguinte, para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento.

Jornal Midiamax