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Suposta fraude em CPI da Petrobras gera mais discussão entre deputados estaduais de MS

A denúncia de que governistas, entre eles o candidato to PT ao governo de Mato Grosso do Sul, senador Delcídio do Amaral, tramaram esquema teatral para fraudar depoimentos à CPI da Petrobras dominou parte da sessão desta quarta-feira (6) na Assembleia Legislativa. O caso é munição, principalmente, para o PSDB, que figura em nível nacional […]

Arquivo Publicado em 06/08/2014, às 15h07

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A denúncia de que governistas, entre eles o candidato to PT ao governo de Mato Grosso do Sul, senador Delcídio do Amaral, tramaram esquema teatral para fraudar depoimentos à CPI da Petrobras dominou parte da sessão desta quarta-feira (6) na Assembleia Legislativa.

O caso é munição, principalmente, para o PSDB, que figura em nível nacional como principal adversário de Dilma Rousseff na disputa pela Presidência, com o senador Aécio Neves.

Tanto que quem motivou a discussão em plenário, na Assembleia Legislativa, foi o deputado estadual tucano Márcio Monteiro. Segundo ele, o senador petista erra ao dizer que o PSDB faz jogo sujo em relação ao caso.

“Não temos nada com isso e ele (Delcídio) quer distorcer e não dar uma resposta à população de Mato Grosso do Sul”, reclamou Monteiro. “Queremos explicação não eleitoreira. Não pode ficar nesse joguinho”, cobrou.

Os soldados petistas entraram no combate. “A Veja (revista onde a denúncia foi inicialmente publicada) é antipetista da capa até a última página, só tem coisa contra o PT. Tem de ser apurado e Delcídio não pode ser crucificado antes que os fatos sejam averiguados”, respondeu Pedro Kemp.

Segundo o parlamentar do PT, Delcídio reuniu-se com lideranças do partido e mostrou interesse na apuração das denúncias. “A explicação do ‘senador de todos’ tem que ser para a população, não para o partido”, emendou o rival tucano.

Foi então que Amarildo Cruz (PT) lembrou a Monteiro que o PSDB, em diversas ocasiões, esteve junto com o senador do PT, com lideranças tucanas afirmando ser Delcídio o melhor nome para governar o Estado.

Alheio à discussão até o momento, Carlos Marun (PMDB) viu uma oportunidade e tascou: “a palavra do Amarildo é igual aquela história do passarinho que anda com morcego e acaba dormindo de ponta cabeça”.

Aí Monteiro trouxe de volta uma velha máxima: política é igual nuvem, muda toda hora. “Em 2012, no segundo turno, tiveram aliados esdrúxulos e deu no que deu (eleição do depois cassado Alcides Bernal, em Campo Grande); Dagoberto foi ferrenho crítico do PMDB (homem do primeiro escalão do petista Zeca no governo, foi candidato a vice na chapa peemedebista na mesma eleição). Nem vamos entrar nesta questão”, relembrou o deputado do PSDB.

Nesta linha, Cabo Almi tentou calar o bico do tucano. “Se Reinaldo (Azambuja, candidato do PSDB ao governo estadual) fosse candidato a senador na chapa do PT, seu discurso seria diferente”.

Selando a contenda, Zé Teixeira (DEM) disse que, ao contrário do PT, seu partido é aliado do PSDB nacional e regionalmente. “Nunca estivemos próximos do PT, mas do Delcídio”, apontou, completando que era o petista quem tentava atrair o tucano para sua chapa e, por fim, constatou estarem em Brasília (DF) os verdadeiros adversários do senador petista, ou seja, esta é questão para discutir nacionalmente.



Jornal Midiamax