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Sugestão de Pedrossian de mudar nome do Parque das Nações não agrada a população

Depois da polêmica causada pelo vídeo no qual o ex-governador Pedro Pedrossian aparece fazendo um apelo para que os deputados estaduais se convençam a mudar o nome do Parque das Nações Indígenas, cartão-postal de Campo Grande, para homenagear a mulher Maria Pedrossian, o Midiamax foi ao parque para perguntar à população se ela é a […]

Arquivo Publicado em 09/02/2014, às 19h55

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Depois da polêmica causada pelo vídeo no qual o ex-governador Pedro Pedrossian aparece fazendo um apelo para que os deputados estaduais se convençam a mudar o nome do Parque das Nações Indígenas, cartão-postal de Campo Grande, para homenagear a mulher Maria Pedrossian, o Midiamax foi ao parque para perguntar à população se ela é a favor ou contra da mudança do nome.

E, pelo jeito, a proposta do ex-governador não agradou nem um pouco a população campo-grandense. Os entrevistados de maneira unânime não aprovam a alteração do nome do Parque das Nações e cada um tem uma justificativa para que o local não passe a homenagear a esposa de Pedrossian.

Para o montador de estrutura metálica de 36 anos Vagner Salentin, a proposta do ex-governador se trata de uma jogada política e mexer em uma homenagem desse jeito é algo errado.

“Os conflitos que acontecem no interior do Estado já vêm de muito tempo e os indígenas têm o direito deles. Discordo completamente da ideia de deixar de homenagear os índios para fazer algo em benefício próprio”, diz Vagner.

Já para Célia Regina de Tilio, não tem sentido mudar o nome do parque depois de tanto tempo por algo tão pequeno. “Acho uma babaquice querer mudar o nome do parque só para homenagear a dona Maria Aparecida Pedrossian”.

Novos moradores

Para o casal Bruno Felipe e Kezia Soares, que veio de Manaus para morar em Campo Grande há uma semana, a mudança de nome não seria ser feita porque o Parque das Nações é conhecido não só na capital sul-mato-grossense, mas também no Brasil todo, tanto é que em seu primeiro passeio pela cidade fez questão de conferir o que já tinha visto pela internet.

“O Parque das Nações já é conhecido fora de Campo Grande, não faz sentido mudar o nome do parque por causa dos conflitos. É a mesma coisa de mudar o nome da Afonso Pena de uma hora para outra. Será que se o nome do parque acabar mudando não vai gerar mais conflitos com os indígenas?”, questiona o casal.

Ironia

Já para o servidor público federal Levi Lara, de 29 anos, se o motivo da possível mudança de nome realmente for o conflito com os pecuaristas, é algo muito pequeno para deixar de homenagear os indígenas. O servidor ainda disse que para ele essa é uma tentativa de imortalizar ainda mais o nome da família no Estado, e brincou com um possível novo cenário do parque.

“O que mais ele vai querer fazer depois de mudar o nome do Parque das Nações? Vai querer tirar a estátua do índio que tem dentro do parque e mandar colocar uma da mulher dele no lugar?”, se diverte Levi.

Jornal Midiamax