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Submarinos e ‘drones’ subaquáticos devem ser usados em busca por avião

O anúncio de que o voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido no último dia 8 de março, caiu no sul do oceano Índico é apenas o primeiro passo para início de uma complexa operação de localização e resgate dos destroços do avião. Especialistas ouvidos pela rede de TV norte-americana CNN afirmam que essa operação pode […]

Arquivo Publicado em 25/03/2014, às 15h28

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O anúncio de que o voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido no último dia 8 de março, caiu no sul do oceano Índico é apenas o primeiro passo para início de uma complexa operação de localização e resgate dos destroços do avião.


Especialistas ouvidos pela rede de TV norte-americana CNN afirmam que essa operação pode demorar e deverá envolver equipamentos de altíssima tecnologia como submarinos capazes de atingir profundidades superiores a 6.000 metros.


De acordo com Ian MacDonald, professor de oceonografia na Universidade do Estado da Flórida, a operação deverá ser dividida em duas etapas.


“A primeira tarefa é procurar pela superfície, usar equipamentos de busca que fazem uma espécie de ‘escuta’ do mar, com sonares e técnicas de mapeamento para tentar localizar campos de destroços anômalos e tentar localizá-los a partir disso”, explicou.


Ele disse que em uma fase posterior, as buscas irão se concentrar no fundo do mar.


“Depois, você tem de ir para o fundo do oceano e procurar. Você começa com uma grande área e vai diminuindo à medida que as evidências começam a indicar onde os destroços podem estar.”


MacDonald diz que as buscas no fundo do mar podem ser feitas tanto por veículos tripulados quanto por uma espécie de ‘drone’ dos oceanos, não tripulado.


Ainda de acordo com a CNN, um exemplo de equipamento tripulado é o Jiaolong, um dos veículos submersíveis que pode ir mais fundo do mundo, construído pelos chineses.


Em 2012, esse submarino conseguiu atingir a profundidade de 6.400 metros.


Sobre os veículos não tripulados, MacDonald disse: “Os operadores programam esses veículos com um padrão de busca e então eles são lançados no mar. Ele desce até o fundo e inicia a busca, com sonares e outros dispositivos, para tentar localizar os destroços. Eles vão e voltam e podem ser operados por até 24 horas. Depois, os veículos são trazidos de volta e os dados que eles capturaram são analisados para ver se eles encontraram alguma coisa”.


Segundo a CNN, o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby, disse que a Marinha dos Estados Unidos está enviando para a região equipamentos para tentar localizar os destroços.


O Towed Pinger Locator 25 da Marinha americana é capaz de localizar caixas-pretas de aviões a uma profundidade máxima de 6 mil metros.


O veículo autônomo Bluefin 21, por sua vez, tem um sonar e pode ser operado a uma profundidade de 4.400 metros. Esse equipamento possui uma espécie de cordão umbilical que o liga da superfície ao fundo do mar.


Os operadores do veículo conseguem ver o que o submarino está captando por meio de câmeras. O equipamento também possui braços mecânicos capazes de desmontar peças dos destroços.


Além dos submarinos, navios de diferentes países, incluindo a China, foram deslocados para tentar localizar destroços na região apontada pelos satélites.


Ian MacDonald diz que essa tecnologia é similar à que foi utilizada nas buscas pelo voo AF447, da Air France, que caiu no oceano Atlântico em junho de 2009.


Para investigadores franceses que participaram das buscas pelo AF 447, porém, ainda é “muito cedo” para lançar uma operação submarina pelo avião da Malaysia Airlines.


A pedido do governo da Malásia, três membros do Bureau d’Enquêtes et d’Analyses (BEA) vinham auxiliando nas operações justamente devido à experiência com o voo francês. Eles estiveram em Kuala Lumpur (Malásia) na última semana, desenvolvendo um trabalho em conjunto com equipes malaias, americanas e britânicas.


“As áreas envolvidas, extremamente vastas, não tornam possível, neste momento, que se considere realizar buscas submarinas”, afirma nota da BEA divulgada na segunda-feira (24).


“Uma fase submarina para localizar a aeronave só poderia ser lançada se as operações hoje em curso permitiram uma maior limitação de área do que as atuais.”

Jornal Midiamax