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Site permite que vítimas marquem locais onde roubos acontecem em Campo Grande

Três estudantes de Ciências da Computação, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) queriam produzir um trabalho para impactar na sociedade. A ideia de manter as pessoas informadas sobre quais áreas da cidade de Salvador (BA) eram perigosas foi o start para que então criassem o site Onde Fui Roubado. Além de registrar onde aconteceu o […]

Arquivo Publicado em 28/04/2014, às 16h45

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Três estudantes de Ciências da Computação, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) queriam produzir um trabalho para impactar na sociedade. A ideia de manter as pessoas informadas sobre quais áreas da cidade de Salvador (BA) eram perigosas foi o start para que então criassem o site Onde Fui Roubado.

Além de registrar onde aconteceu o crime, você também pode contar o que foi roubado e como foi a ação dos bandidos. A plataforma tem listadas todas as cidades do Brasil, inclusive Campo Grande.

“Queríamos não só um site para fazer esse registro, mas sim uma ferramenta para mobilização popular, que tenham dados concretos para cobrar ações do poder público, de investimento em segurança”, contou um dos criadores ao Midiamax, Fernando César Moreira Sandes Filho, de 23 anos.

Junto com outros dois estudantes Marcio Vicente e Fillipe Norton, Fernando conta que a criação do site começou em 2012. “Todos nós já fomos assaltados e a gente espera que daqui uns anos o site morra. Sim, que ele desapareça mesmo, que seja momentânea esta situação de medo com tantos crimes e daqui um tempo ninguém precise registrar mais nada”, argumentou.

Em uma visita nesta segunda-feira (28) ao Onde Fui Roubado, as estatísticas mostram que em Campo Grande foram marcados no site 28 crimes em 90 dias. Dentre os objetos furtados na Capital estão mochilas, bolsas, notebook e mp4.

Atualmente os jovens não ganham nada para manter o site, mas intenção é colaborar com as estatísticas até mesmo para a polícia, visto que é possível marcar em um mapa o local do furto/roubo e, como em um boletim de ocorrência, contar como foi.

“A gente paga para manter o site no ar, mas não desanimamos com isso, pelo contrário, é fácil de usar e intuitivo, estamos pensando em traduzir para o inglês e ajudar os turistas na Copa, por exemplo”, finalizou Fernando.

Para acessar o site clique em: http://www.ondefuiroubado.com.br.

Jornal Midiamax