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Semed apura se houve negligência em escola onde menino foi vítima de violência sexual

Técnicos em gestão educacional da Secretaria Municipal de Educação estão apurando se houve negligência por parte de funcionários (da direção da escola, coordenação ou inspetores) no caso da violência sexual que três adolescentes teriam cometido contra um aluno de 10 anos, dentro de um dos banheiros da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad. Segundo a […]

Arquivo Publicado em 15/04/2014, às 00h40

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Técnicos em gestão educacional da Secretaria Municipal de Educação estão apurando se houve negligência por parte de funcionários (da direção da escola, coordenação ou inspetores) no caso da violência sexual que três adolescentes teriam cometido contra um aluno de 10 anos, dentro de um dos banheiros da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad.

Segundo a secretária Angela Brito, não está descartada a possibilidade da adoção de medidas mais drásticas, como o afastamento da diretora da escola ou de qualquer outro funcionário, seja da coordenação ou da inspetoria, caso a investigação em andamento demonstre se, de alguma forma, deixaram de tomar as providências necessárias para evitar que o problema chegasse a este extremo.

O que vai se apurar, basicamente, é porque nenhum funcionário percebeu nada. Conforme o depoimento da vítima e a investigação da Polícia, há dois anos o menino era vítima de constrangimentos praticados por outros colegas que o trancavam no banheiro até chegar ao ponto extremo do abuso sexual praticado na semana passada, constatado por laudo pericial, além dos depoimentos que prestou à direção da escola, à polícia e aos psicólogos.

Em entrevista concedida à imprensa ao lado da delegada que apura denúncia, Aline Sinnott, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude, a secretária de Educação, Angela Brito, garantiu que haverá todo o cuidado para que não se cometa injustiça.”Nossa preocupação inicial é garantir todo o apoio necessário aos alunos envolvidos no episódio e suas famílias. Os meninos acusados do ato infracional, mesmo recolhidos à Unidade de Internação, terão assistência de um professor itinerante para fazer as provas bimestrais. Já o garoto vítima do abuso, além do apoio de psicólogos e assistentes sociais da Secretaria de Saúde, poderia continuar na escolar como era desejo, mas por decisão da mãe, vai mudar de escola.

Por orientação do prefeito Gilmar Olarte, a Secretaria de Educação vai ampliar o número de inspetores, inicialmente nesta escola que tem 2.200 alunos. A avaliação será estendida a outras escolas do mesmo porte. Nos próximos 30 dias, devem ser chamados 102 inspetores aprovados no último concurso público. Além disso, será reforçada a divulgação nas escolas do telefone da ouvidoria para onde devem ser encaminhadas qualquer denúncia de violência, caso a direção da escola seja acionada e não tome as providências.

A secretária está convencida de que, mais do que aumentar o número de inspetores, é necessário um trabalho de conscientização de toda a comunidade escolar para intervir ao menor sinal de mudança no comportamento dos alunos.

Jornal Midiamax