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Secretário-geral da Otan anuncia apoio à Ucrânia na crise com a Rússia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou neste domingo (9) que apoia a Ucrânia. A divulgação foi feita pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, em entrevista a um jornal alemão. Na entrevista, ele pede à Rússia que “cumpra com seus compromissos internacionais”. “Quando estive com o primeiro-ministro (ucraniano, Arseni) […]

Arquivo Publicado em 09/03/2014, às 15h17

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou neste domingo (9) que apoia a Ucrânia. A divulgação foi feita pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, em entrevista a um jornal alemão.


Na entrevista, ele pede à Rússia que “cumpra com seus compromissos internacionais”.


“Quando estive com o primeiro-ministro (ucraniano, Arseni) Iatseniuk na quinta-feira, eu o felicitei por seu compromisso a favor de uma solução pacífica”, afirmou. “E assegurei que a Otan está ao lado da Ucrânia”.


“Esperamos que a Rússia cumpra com seus compromissos internacionais, retire suas tropas e não intervenha em outras regiões da Ucrânia”, assinala.


“No mapa da Europa do século XXI, ninguém deve tentar traçar novas fronteiras”, acrescentou o secretário-geral da Otan.


Em pronunciamento mais cedo, o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, anunciou que a Ucrânia não irá ceder “’nem um centímetro de sua terra” à Rússia, que ocupa há uma semana a península ucraniana da Crimeia. “Esta é nossa terra. Não cederemos nem um centímetro. Que a Rússia e seu presidente saibam disso”, afirmou Yatseniuk ao discursar em uma comemoração em Kiev do 200º aniversário do nascimento do poeta e herói nacional ucraniano Taras Sevchenko.


O chefe do governo interino ucraniano reconheceu que a Ucrânia está “perante o maior desafio para o país e para o povo em toda a história da independência” e se perguntou se serão “capazes de superar este desafio”.


“Nossa resposta só pode ser uma: sim, venceremos”, porque, acrescentou, “conosco está a verdade, está Deus, está a Ucrânia e está nosso grande Taras”.


Disputa


A Crimeia se tornou o foco da atenção da diplomacia internacional nas últimas semanas com uma escalada militar russa e ucraniana na região. As tensões separatistas da região, de maioria russa, se tornaram mais acirradas com a deposição do presidente ucraniano Viktor Yanukovich – o que levou a Rússia a aprovar o envio de tropas para “normalizar” a situação.


A Ucrânia convocou todas suas reservas militares para reagir a um possível ataque russo e afirmou que se trata de uma “declaração de guerra”. Segundo o país, mais de 30 mil soldados russos já foram enviados à região. Os Estados Unidos estimam o efetivo russo na região em 20 mil militares.


Os Estados Unidos e outros países ocidentais exigiram que a Rússia recuasse suas tropas na Crimeia. Os EUA também ameaçaram a Rússia com sanções, suspenderam as transações comerciais com o país e cancelaram um acordo de cooperação militar com Moscou.

Jornal Midiamax