Samu denuncia Hospital Regional por reter macas e se recusar a receber pacientes

O Hospital Regional de Campo Grande, localizado na Avenida Günter Hans, está sendo acusado de grosseria na hora de receber pacientes trazidos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Além disso, tal hospital é, frequentemente, denunciado por reter as macas usadas pelos serviços de resgate. A diretoria do hospital não quis falar com a […]
| 21/08/2014
- 16:38
Samu denuncia Hospital Regional por reter macas e se recusar a receber pacientes

O Hospital Regional de Campo Grande, localizado na Avenida Günter Hans, está sendo acusado de grosseria na hora de receber pacientes trazidos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Além disso, tal hospital é, frequentemente, denunciado por reter as macas usadas pelos serviços de resgate. A diretoria do hospital não quis falar com a equipe do Midiamax sobre o assunto.

De acordo com o coordenador do Samu, José Eduardo Cury, toda vez que eles avistam uma ambulância fazem “cara feia”. “Eles fazem de tudo para nos inibir. Parece que não querem que levemos doentes para lá”, acentua Cury.

Ainda de acordo com o coordenador, a retenção de macas é frequente. “Hoje mesmo eles estão retendo as macas de uma ambulância da região do Bairro Guanandi. Se houver um acidente naquela região terei que deslocar outro carro de outro ponto da cidade, causando um transtorno enorme”, ressalta.

Um técnico do Samu, que preferiu não se identificar, confirmou que o diretor do hospital, dr. Alexandre Frizo, é muito grosseiro com a equipe e que toda vez que vê a ambulância fica estressado e não quer atender os pacientes.

Segundo outro técnico da ambulância do Samu, que também não quis se identificar, desde ontem a noite, por volta das 22 horas, foi deixada uma maca e até as 8 horas quando deixou o plantão não haviam liberado.

Por outro lado, uma funcionária do hospital, que não quis se identificar, disse que o HR está lotado e que tem macas com pacientes pelos corredores. “Aqui nós não dizemos não para ninguém, mas está tudo lotado e não tem mais espaço para ninguém”, afirma ela.

Para o vigilante Elielson Gonçalves, de 43 anos, apesar de o hospital estar lotado o atendimento é bom. “Ontem trouxe minha mulher que ficou internada aqui e mesmo com essa superlotação ela foi muito bem atendida”, alega.

A equipe de reportagem do Midiamax conversou com alguns pacientes e todos afirmaram que mesmo lotado a qualidade do atendimento é boa. “As pessoas estão sendo bem atendidas, mesmo com a superlotação que está no Regional”, ressalta um funcionário.

A direção do HR foi procurada, mas não quis se pronunciar. A assessoria disse que a direção vai entrar em contato e explicar a situação enfrentada pelo hospital. Um cartaz foi colocado na porta de entrada do hospital avisando que o PAM (Pronto Atendimento Médico) está lotado e que por esse motivo o atendimento foi suspenso temporariamente.

De acordo com informações do Samu, o Hospital Regional recebe por dia 30 pacientes, a Santa Casa cerca de 60 e o Universitário 15 pessoas. A equipe alega que o problema maior está no HR e no HU que não querem receber os pacientes.

O HU antigamente recebia 30 pacientes por dia e, atualmente, diminuiu para 15. Segundo o Samu, por lá, sempre estão fazendo reformas que impedem que as pessoas sejam encaminhadas para o hospital.

Quanto à retenção das equipes de socorro, a Lei Municipal 5.170 proíbe que pessoas que trabalham no resgate de pacientes, bem como equipamentos de resgate fiquem retidos e parados em um hospital.

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