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Rússia compensará proibição de importações com mais carne do Brasil

O ministro da Agricultura da Rússia, Nikolai Fyodorov, disse nesta quinta-feira (7) que o país vai compensar a proibição de importação de alimentos e produtos agrícolas da União Europeia e dos Estados Unidos com um maior fornecimento de carne do Brasil e queijo da Nova Zelândia. A Rússia também está discutindo a proibição de importação […]

Arquivo Publicado em 07/08/2014, às 12h06

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O ministro da Agricultura da Rússia, Nikolai Fyodorov, disse nesta quinta-feira (7) que o país vai compensar a proibição de importação de alimentos e produtos agrícolas da União Europeia e dos Estados Unidos com um maior fornecimento de carne do Brasil e queijo da Nova Zelândia.


A Rússia também está discutindo a proibição de importação com Cazaquistão e Belarus, disse o ministro em entrevista coletiva.


O governo russo anunciou nesta quinta que vai proibir a importação de frutas, vegetais, carnes, peixes e laticínios dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega.


A decisão acontece após um decreto assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, ordenando ao governo proibir ou limitar importações de alimentos de países que impuseram sanções a Moscou por seu apoio aos rebeldes no leste da Ucrânia e pela anexação da Crimeia.


A proibição será válida a partir de 7 de agosto e irá durar um ano.

Sanções dos EUA e UE


A União Europeia e os Estados Unidos, entre outros países, aplicaram uma série de sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia desde a Guerra Fria, acusando Moscou de apoiar militarmente os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, o que a Rússia desmente.


As sanções proibem, por exemplo, o acesso dos principais bancos russos ao mercado ocidental de capitais, as exportações de armas e de alguns equipamentos de exploração de petróleo para a Rússia.


As sanções do Ocidente, contudo, não foram capazes persuadir Putin a convencer os insurgentes separatistas que lutam contra as forças do governo da Ucrânia desde abril a depor suas armas.


A OTAN informou nesta semana que a Rússia aumentou de 12 mil para 20 mil o número de soldados deslocados para a fronteira.


Putin anunciou nesta terça-feira que havia ordenado que seu governo preparasse medidas em resposta às sanções.

Jornal Midiamax