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Responsáveis por quimioterapia onde três pacientes morreram dizem acreditar em falha de medicação

A Polícia Civil ouviu na tarde desta quinta-feira (7), a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado, contratada da empresa terceirizada que realizava quimioterapia em pacientes da Santa Casa. A Polícia Civil apura a morte de três pacientes que apresentaram os mesmos sintomas e faleceram após serem submetidas à medicação.  Conforme a delegada Ana Cláudia Medina, responsável […]

Arquivo Publicado em 07/08/2014, às 22h50

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A Polícia Civil ouviu na tarde desta quinta-feira (7), a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado, contratada da empresa terceirizada que realizava quimioterapia em pacientes da Santa Casa. A Polícia Civil apura a morte de três pacientes que apresentaram os mesmos sintomas e faleceram após serem submetidas à medicação. 


Conforme a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelas investigações, a enfermeira sustentou no depoimento que todas as pessoas que tinham relação com o setor de quimioterapia acreditam que houve uma falha na medicação e não, falha humana.”Ela alega que todos acreditam que foi problema na medicação. Não acreditam em falha humana. Esse é o principal ponto das oitivas”, afima a delegda.


Giovana prestou depoimento por mais de quatro horas e saiu sem falar com a imprensa. Já o advogado Felipe Barbosa, disse apenas que neste momento, não seriam dadas declarações. Sobre o depoimento, a delegada revelou que Giovana era enfermeira contratada do setor de oncologia.


A enfermeira confirmou que fazia manipulações de medicamento, porém alegou não ter sido ela, quem fez a manipulação da medicação das pacientes que morreram. Até o momento, os depoimentos apontam que quem teria feito a manipulação dos medicamentos das pacientes que morreram foi o farmacêutico do turno da manhã.  Ele deve prestar depoimento na próxima terça-feira (11).


Giovana possui pós-graduação na área de oncologia e se apoia em uma norma do Conselho Federal de Enfermagem, que permitiria a manipulação de medicamentos por enfermeiros. O Conselho Regional de Farmácia não seria favorável à prática. Por enquanto, a Polícia Civil ainda não sabe se a enfermeira infringiu alguma regra ao manipular a medicação. “Já pedimos para os dois conselhos se manifestarem”, pontua a delegada.


Novamente, o depoimento deu à polícia informações sobre falhas nos registros de prontuário e no livro de registro da medicação. “Não sabemos ainda se a metodologia escolhida não foi a melhor, ou se houve algo mais”, finaliza a delegada.

Jornal Midiamax