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Repórter inglês é roubado no Rio, mas mantém otimismo sobre sucesso da Copa

O diário londrino “The Independent”, um dos principais jornais da Inglaterra, traz na edição deste domingo uma reportagem assinada pelo repórter Ian Herbert, que está viajando pelo Brasil e conhecendo as cidades-sede da Copa do Mundo, que começa em junho. Neste fim de semana, ele e mais três colegas caminhavam pela praia de Copacabana de […]

Arquivo Publicado em 23/03/2014, às 16h29

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O diário londrino “The Independent”, um dos principais jornais da Inglaterra, traz na edição deste domingo uma reportagem assinada pelo repórter Ian Herbert, que está viajando pelo Brasil e conhecendo as cidades-sede da Copa do Mundo, que começa em junho. Neste fim de semana, ele e mais três colegas caminhavam pela praia de Copacabana de madrugada quando foram abordados por seis jovens, portando armas e demandando dinheiro e celulares.


Em sua reportagem deste domingo, o jornalista inglês descreve a experiência que viveu no Rio – junto com outras impressões negativas que tem tido no Brasil – sem, no entanto, perder o otimismo e um olhar condescendente sobre a realização da Copa no país.


“Haverá muito caos à frente (durante a Copa), e uma das penúrias será a criminalidade. A caminhada que fez este correspondente com mais quatro colegas às 2h da madrugada na praia de Copacabana provou ser uma má ideia – e talvez ingênua – quando meia dúzia de jovens surgiram do nada, demandando relógios e dinheiro. Depois, foram embora”, descreve Herbert.


Após a descrição do incidente, ele continua: “Mas isso não significa que a Copa do Mundo não vai funcionar. (…) O torneio que está para começar talvez tenha imperfeições, mas ficará na memória por muito tempo”.


De acordo com o texto do “The Independent”, o Brasil é um país em desenvolvimento, com uma jovem democracia, um povo otimista e cordial e com sérios problemas de infraestrutura, mas em processo de crescimento e modernização,


Ao abordar sua visita a Manaus, onde a Inglaterra joga contra a Itália no dia 14 de junho, o repórter descreve: “O novo terminal do Aeroporto de Manaus, por onde 2.000 torcedores ingleses irão chegar para assistir a partida contra a Itália, ainda não está pronto. Mesmo em uma tarde normal como a da última quinta-feira, havia uma abafada fila de espera de 45 minutos para fazer o check-in”.


Por outro lado, o jornalista aponta – ao mesmo tempo que reclama do excesso de modelos de tomadas no Brasil – também que a ideia de assistir a um jogo de futebol em um estádio equipado com fibra ótica permite que se envie emails diretamente das margens do rio Amazonas.


“Esta não é exatamente a imagem que nós (ingleses) temos da remota cidade de Manaus, uma sofisticada e impressionante cidade, que se incomoda com o que enxerga como uma visão negativa britânica. O Brasil está oferecendo 12 sedes nesta Copa do Mundo, mais do que o mínimo exigido pela Fifa, com o objetivo de vender ao mundo uma imagem mais ampla sobre o que o país tem a oferecer. A concepção equivocada de que o Rio de Janeiro é a única atração do Brasil é dramaticamente derrubada pela cidade de Manaus.”

Jornal Midiamax