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Rebeldes maoístas matam 12 pessoas durante eleições na Índia

Rebeldes maoístas mataram neste sábado 12 pessoas em duas explosão em uma região do centro da Índia, durante a realização das eleições legislativas, informou a polícia. Seis funcionários eleitorais morreram quando os maoístas explodiram o ônibus em que viajavam no Estado de Chhattisgarh, informou um chefe da polícia local. Além disso, cinco agentes das forças […]

Arquivo Publicado em 12/04/2014, às 15h16

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Rebeldes maoístas mataram neste sábado 12 pessoas em duas explosão em uma região do centro da Índia, durante a realização das eleições legislativas, informou a polícia.

Seis funcionários eleitorais morreram quando os maoístas explodiram o ônibus em que viajavam no Estado de Chhattisgarh, informou um chefe da polícia local.

Além disso, cinco agentes das forças de segurança e outra pessoas morreram na explosão de uma mina.

Oitocentos e quatorze milhões de indianos começaram a votar na segunda-feira nas maiores legislativas do mundo, que poderão levar ao poder a oposição nacionalista hindu em detrimento do Partido do Congresso, da família Gandhi, em um contexto de pouco crescimento, corrupção e distúrbios religiosos.

Já no primeiro dia da votação, uma explosão matou dois policiais na região norte da Índia. Os agentes morreram na explosão de uma bomba que eles tentavam desativar no distrito de Aurangabad, a 150quilômetros da capital do Estado de Bihar, Patna.

A região da explosão é conhecida pela rebelião maoísta. O ataque também deixou nove feridos.

A polícia desconfia de uma tática maoísta para prejudicar a votação em Bihar, começou apenas na quinta-feira.

As pesquisas revelam que parte dos eleitores, particularmente os jovens preocupados com a falta de emprego e cansados da corrupção, buscam uma mudança, depois de dez anos da esquerda no poder.

O favorito para assumir o posto de primeiro-ministro é Narendra Modi, que já governou o Estado de Gujarat três vezes. Ele é filho de um vendedor de chá e se destacou pelo Partido do Povo Indiano (BJP).

Esta é a maior eleição da história, já que 814 milhões de pessoas – 100 milhões a mais do que há cinco anos – poderão votar, em cerca de 1 milhão de colégios eleitorais, ao longo de seis semanas. Mais da metade da população tem menos de 25 anos.

A votação vai durar até 12 de maio. Os resultados serão divulgados em 16 de maio.

Jornal Midiamax