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Racha no PTB: grupo diverge sobre apoio ao PT e diz que falta coerência

Um grupo de membros do PTB que se diz descontente com o apoio ao pré-candidato pelo PT ao governo do Estado, Delcídio do Amaral, se reuniu neste sábado (21) no diretório regional em busca de uma conversa com o presidente regional do partido Ivan Louzada, para uma possível mudança de apoio nas eleições deste ano. […]

Arquivo Publicado em 21/06/2014, às 15h26

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Um grupo de membros do PTB que se diz descontente com o apoio ao pré-candidato pelo PT ao governo do Estado, Delcídio do Amaral, se reuniu neste sábado (21) no diretório regional em busca de uma conversa com o presidente regional do partido Ivan Louzada, para uma possível mudança de apoio nas eleições deste ano.

Porém, Louzada está viajando e por isso não foi possível receber o grupo. Um dos descontentes com o apoio ao PT é o ex-deputado Paulo Estevão. Para ele, a decisão de apoio ao senador Delcídio foi tomada “de cima para baixo”.

“Recebemos o pacote fechado. O presidente decidiu com a nacional sem consultar o resto do partido. Ainda é possível lançarmos candidatura própria ou apoiarmos o Reinaldo [Azambuja – pré-candidato ao governo pelo PSDB] indicando o vice”, explicou o ex-deputado.

Para Estevão o apoio ao PT ainda se torna incoerente, visto que o PTB foi o delator do esquema nacional do Mensalão, com as denúncias do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB).

“O delator foi do PTB e como fica o discurso? Nós indicamos que aquele partido [o PT] estava recheado de bandido e agora vamos nos aliar? Temos que ter coerência. Não vamos subir no palanque para ficar gaguejando ou abrir mão da dignidade”, ressaltou Paulo Estevão.

Outro membro descontente com o apoio ao PT é o primeiro secretário do diretório Regional do PTB, Adalto Albineli. “A população, principalmente os jovens estão cobrando essa coerência. Se ficarmos com o PT certamente seremos apedrejados”, lamentou Albineli.

O outro lado

Como o presidente não estava no diretório, o tesoureiro-geral, Régio Louzada, contou à reportagem que não existe nenhuma decisão tomada. “O que existe é um encaminhamento e uma proposta do Delcídio. Teremos uma convenção no dia 24 de junho para que os 61 membros com direito a voto decidam. É normal ter opiniões divergentes dentro do partido e na última reunião nacional já foi firmado que as regionais têm liberdade de escolha”, afirmou.

Por outro lado, Régio relembrou que Roberto Jefferson declarou por inúmeras vezes ser grato ao senador Delcídio, que foi presidente da CPI dos Correios, em que foram delatados os esquemas de corrupção. “Ele já demonstrou gratidão pelo senador de ter dado à palavra. Então por isso não vejo problema nenhum quanto ao apoio ao Delcídio”, concluiu Régio.

Jornal Midiamax