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Quinta Gospel nega show a cantora umbandista e gera discussão na Câmara

O vereador Eduardo Romero (PT do B) prometeu procurar o Ministério Público para denuniar o que classificou de 'intolerância religiosa' da secretária municipal de Cultura, Juliana Zorzo.

Arquivo Publicado em 07/08/2014, às 15h11

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O vereador Eduardo Romero (PT do B) prometeu procurar o Ministério Público para denuniar o que classificou de ‘intolerância religiosa’ da secretária municipal de Cultura, Juliana Zorzo.

A rejeição da cantora Rita Ribeiro no Projeto Quinta Gospel causou confusão durante a sessão desta quinta-feira (7) na Câmara de Campo Grande. O bate-boca foi parar na tribuna da Casa após pronunciamento do vereador Eduardo Romero (PT do B) sobre o assunto. O parlamentar prometeu ir ao Ministério Público resolver a questão.  


De acordo com o vereador, chegou ao seu gabinete um ofício da presidente da Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola, relatando a situação da cantora.


Rita teria sido rejeitada formalmente, via ofício, pela secretária de Cultura Juliana Zorzo no evento. O documento foi mostrado durante a sessão. Isso porque a cantora possui um CD chamado “Tecnomacumba”.


“Isso é uma intolerância religiosa. O projeto prevê artistas nacionais e regionais. Estou aqui com a cópia do projeto, que mostra que não há delimitação de religião para o evento. Ou eu sou um tremendo idiota e não entendi, porque a lei não fala nada de evangélicos somente”, destacou o vereador, que é vice-presidente da Comissão de Cultura da Câmara.


Em resposta à cantora, a secretária teria dito que a cantora foge à proposta do evento, destinado ao público “evangélico cristão”.


O Projeto Quinta Gospel é de 20 de julho de 2012 e de autoria do então vereador Lídio Lopes. “Repudio a interpretação equivocada da secretária Juliana Zorzo sobre o assunto. Não é um evento destinado aos evangélicos. Tanto que o grupo católico Rosa de Saron tocou para Campo Grande esses dias”, ressaltou.


O vereador Herculano Borges (PSC), da bancada evangélica da Câmara, contestou o vereador. “Tecnomacumba? É brincadeira. Isso é uma afronta”.


Rose Modesto (PSDB) que também é autora da lei, disse que não pensou em prestigiar somente o público evangélico. “Quando assinei o projeto pensei em prestigiar o povo que aprecia a música cristã. A Quinta Gospel não é apenas para o público evangélico”, destacou a tucana.


O vereador Paulo Pedra (PDT) ironizou e disse que a secretária deveria ler a lei antes de assinar sobre o assunto. “Isso demonstra total preconceito. Faço uma crítica construtiva para que a Juliana leia novamente a lei, já que o Estado é laico”.


Atualizada às 14h08 para correção de informação.

Jornal Midiamax