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Projeto nos Estados Unidos oferece ‘terapia religiosa’ como opção a prostitutas

A prostituição é considerada crime no Estado da Arizona, nos Estados Unidos, mas um programa entre a polícia e servidores sociais, chamado Projeto ROSE, tem trazido novas opções às prostitutas – que não seja a prisão. Segundo informações do site de notícias americano RT, desde 2011, a polícia da cidade de Phoenix faz varreduras nas […]

Arquivo Publicado em 04/03/2014, às 17h02

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A prostituição é considerada crime no Estado da Arizona, nos Estados Unidos, mas um programa entre a polícia e servidores sociais, chamado Projeto ROSE, tem trazido novas opções às prostitutas – que não seja a prisão.

Segundo informações do site de notícias americano RT, desde 2011, a polícia da cidade de Phoenix faz varreduras nas ruas e na internet em busca de trabalhadoras do sexo, porém, ao encontrá-las, em vez de leva-las à prisão, elas são levadas algemadas para uma sala da Igreja – onde recebem instruções sobre o programa ROSE e podem escolher se participarão ou não.

No projeto, as mulheres recebem cuidados de saúde, moradia e instruções religiosas para “mudarem de vida”. Criado pelo professor de Sociologia e diretor do escritório de pesquisa sobre a Intervenção no Tráfico de sexo, Dominique Roe-Sepowitz, o ROSE já ajudou mais de 350 pessoas desde seu início.

De acordo com o site, um policial da cidade de Phoenix contou que o projeto oferece ajuda para o problema de prostituição, que é complexo, uma vez que, quando eram presas, as prostitutas eram rapidamente resgatadas pelos “cafetões” e voltavam às ruas.

Porém, ativistas a favor do direito à prostituição dizem que o programa não dá opções às trabalhadoras do sexo e é uma forma de obrigar as mulheres a seguirem doutrinas religiosas e de fazerem escolhas. Segundo alguns manifestantes, o ROSE “impõe moralismos”.

Uma prostituta ativista disse que já passou pelo projeto, mas que saiu porque eles não retratam a prostituição de forma realística, trazendo informações erradas. “Eu sou prostituta e não tenho vergonha disso. Eu não conseguia falar sobre este meu sentimento no projeto ROSE. Eles não falam, mas eu tenho direito sobre meu corpo”, concluiu.

Jornal Midiamax