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Procurador da Câmara é suspeito em suposto vazamento de prova da Sefaz-MS

Professor de cursinho preparatório registrou boletim de ocorrência afirmando que ex-cunhado do secretário-adjunto da Sefaz-MS, André Cance, teria perguntado sobre questão que caiu na prova com um dia de antecedência. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Arquivo Publicado em 09/06/2014, às 14h32

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Professor de cursinho preparatório registrou boletim de ocorrência afirmando que ex-cunhado do secretário-adjunto da Sefaz-MS, André Cance, teria perguntado sobre questão que caiu na prova com um dia de antecedência. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O professor de curso preparatório Deodato Neto procurou a Polícia Civil neste domingo  (8) para denunciar seu aluno André Luiz Pereira da Silva, o procurador jurídico da Câmara de Campo Grande, teria lhe mostrado a questão da prova de fiscal de renda da Sefaz-MS (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul) um dia antes da realização do concurso.


A denúncia foi registrada em um boletim de ocorrência. Deodato revela ainda que o vídeo foi registrado no Youtube com data anterior à prova, provando a veracidade da denúncia, de que ele teve acesso à prova antes do certame.


André Luiz Pereira da Silva é irmão de Ana Cristina Pereira da Silva, ex-mulher do secretário adjunto da Sefaz-MS, André Luiz Cance. A ocorrência foi registrada como utilização ou divulgação indevida, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de concurso público (Art. 311-A I do Código Penal).


Procurado por telefone, o secretário adjunto da Fazenda afirmou apenas estar separado da mulher e disse que procuraria saber sobre a denúncia para poder prestar mais esclarecimentos para se manifestar. A redação entrou novamente em contato com Cance, conforme combinado, mas a secretária disse que ele já havia saído para o almoço.

O suspeito de ter tido acesso a questão da prova antes da prova foi nomeado procurador jurídico da Câmara pelo presidente, vereador Mário César (PMDB). Ele chegou a comentar o episódio, mas não autorizou a publicação do que falou. André Luiz disse que não daria declaração oficial porque ainda não teve acesso ao boletim de ocorrência.




Jornal Midiamax