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Presídio de Maracaju fica em ruínas após rebelião e terá de passar por reforma

Depois da rebelião promovida pelos 64 detentos do Presídio de Maracaju, o imóvel é visto como um cenário de guerra. Em ruínas, o que restou do prédio foi condenado e passará por total reforma. Ainda não informado o número de celas que serão construídas, a capacidade e quando a obra ficará pronta. A rebelião começou […]

Arquivo Publicado em 09/06/2014, às 15h41

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Depois da rebelião promovida pelos 64 detentos do Presídio de Maracaju, o imóvel é visto como um cenário de guerra. Em ruínas, o que restou do prédio foi condenado e passará por total reforma. Ainda não informado o número de celas que serão construídas, a capacidade e quando a obra ficará pronta.


A rebelião começou na manhã de domingo (8). Os rebelados chegaram a queimar os colchões e o fogo se alastrou para alguns cômodos da penitenciária. Equipes do Corpo de Bombeiros foram chamadas para conter as chamas.


Foi necessário também acionar o DOF (Departamento de Operações de SEgurança) e a Polícia de Dourados. Além disso, o prefeito da cidade freou um ônibus para buscar a equipe do BPChoque (Batalhão de Policiamento de Choque) para irem ao local.


AÇÃO


Segundo o prefeito de Maracaju, Maurílio Ferreira Azambuja informou ao Midiamax que o local passará por uma reforma e que os 64 presos serão transferidos. “Tudo foi controlado, não houve troca de tiros e a população já se tranquilizou. Nós vamos ter que reformar as celas e por isso ordenei que os presos sejam transferidos para as cidades vizinhas por um tempo”, afirmou o prefeito.


Para a cidade de Dois Irmãos do Buriti serão transferidos 20 detentos. Para Dourados os outros 44. “Eles devem ser transferidos ainda hoje”, confirmou.


Quanto à proibição de visitas neste domingo, o prefeito disse que não sabe informar o porquê desta decisão técnica e também sobre os motivos da rebelião.


REBELIÃO


De acordo com informações do site Tudo MS, os detentos destruíram as três celas do local, queimaram colchões e parte da cozinha da Polícia Militar que funcionava. O incêndio teria provocado riscos à estrutura do prédio, mas já foi controlado.


Muitos curiosos acompanharam a ação das polícias. Da capital Campo Grande foram deslocados homens do BPChoque que controlaram a situação pelo local, com a ajuda de policiais de Dourados.


Os presos teriam ficado no corredor e gritavam palavras de ordem. O site apurou que três internos que seriam os responsáveis pelo motim foram levados para a delegacia da Polícia Civil da cidade, para responder por mais um crime.

Jornal Midiamax