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Prefeitura da Capital diz que ‘errou de terreno’ ao tentar destruir casa irregular de família

Depois de constranger os moradores que ocupavam irregularmente um terreno na Rua Carriça, no bairro Alves Pereira, na região sul de Campo Grande, ameaçando demolir suas casas, nesta quinta-feira (6), os funcionários da prefeitura pediram desculpas aos moradores por falha na identificação do local. De acordo com João Filho dos Santos Souza, de 24 anos, […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 19h16

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Depois de constranger os moradores que ocupavam irregularmente um terreno na Rua Carriça, no bairro Alves Pereira, na região sul de Campo Grande, ameaçando demolir suas casas, nesta quinta-feira (6), os funcionários da prefeitura pediram desculpas aos moradores por falha na identificação do local.

De acordo com João Filho dos Santos Souza, de 24 anos, um funcionário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) ligou, na tarde desta sexta-feira (7), pedindo desculpas pela situação. O funcionário informou a João que o terreno é particular. “Eles alegaram que vieram enganados e que o terreno da prefeitura era em outro local do bairro”, afirma.

Vivendo no momento apenas de ‘bicos’ como pedreiro, João está indignado com a situação. “A mulher que veio aqui ontem falou que estava com toda documentação do terreno em mãos. Agora vem aqui nos agride verbalmente, nos constrange e depois fala que é engano”, afirma.

Nesta quinta-feira, equipes da Guarda Municipal, com duas pás carregadeiras, chegaram à área ameaçando demolir casas. Os moradores foram notificados da desocupação na quarta-feira (6), mas resistiam por não terem para onde ir.

A área, equivalente a cinco lotes do bairro, abriga três famílias que começaram a levantar suas casas após verem durante anos o local tomado pelo lixo. No caso de João, a prefeitura não deu prazo para desocupação do terreno, determinando a retirada imediata dele e da mulher, Lidiane Mendes Torres, de 21 anos, grávida de nove meses, da casa de três cômodos que construíram.

Mesmo com erro, a família de João afirma que desistiu de ficar na casa por medo. “Agora ficamos na mesma. Vou tirar a telha que colocamos e morar de novo com a sogra”, afirma. Segundo ele, foram gastos R$ 3 mil na construção da casa e a mulher ainda não conseguiu realizar inscrição na Agência Municipal de Habitação (Emha) para aguardar por uma casa popular.

A reportagem do Midiamax entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura para confirmar o equivoco, mas esta não se pronunciou até o fechamento da reportagem.

Jornal Midiamax