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População está indignada com a crueldade de quadrilhas em roubos de veículos

Os quatro detidos apontados como responsáveis pelo roubo do Golf, que pertencia ao empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos, além da execução e ocultação do corpo, causou comoção popular daqueles que acompanharam o caso. Esta não foi a primeira vez que a população sul-mato-grossense demonstrou repúdio com este tipo de crime.  Outro fato […]

Arquivo Publicado em 07/04/2014, às 20h50

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Os quatro detidos apontados como responsáveis pelo roubo do Golf, que pertencia ao empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos, além da execução e ocultação do corpo, causou comoção popular daqueles que acompanharam o caso. Esta não foi a primeira vez que a população sul-mato-grossense demonstrou repúdio com este tipo de crime. 

Outro fato idêntico que tomou repercussão foi o assassinato dos universitários Breno Luigi Silvestrini de Araújo e Leonardo Batista Fernandes, em 30 de outubro de 2012. No mesmo ano, no dia 4 de julho, o casal Alberto Raghiante Júnior, de 55 anos, e Luzia Barbosa Damascena Costa, de 25 anos, também foi executado para que os criminosos levassem o automóvel. 
Os envolvidos pela morte do empresário estão detidos na Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) e Unei (Unidade Educacional de Internação) Feminina. Já os envolvidos nos latrocínios ocorridos em 2012 já foram julgados e condenados. 
CASO ERLON 
Na terça-feira (1º), o empresário recebeu uma ligação de um possível comprador para o seu veículo Golf, que estava à venda em site na internet. Um encontro foi marcado pelo interessado próximo a rotatória da fábrica da Coca-Cola, no período da tarde. 
O suposto interessado convenceu a vítima a levar o automóvel até a casa da tia, que o compraria, para que ela desse a última olhada.
Ao entrar no imóvel do Bairro São Jorge da Lagoa, o empresário foi cercado por três rapazes de 18 a 25 anos, e por uma adolescente de 17 anos. 
Ele tentou avisar o pai por meio de uma ligação, mas não foi atendido.
Os criminosos mataram a vítima no quintal da casa da jovem e jogaram o corpo em uma vala, que foi preparada ao lado da fossa. 
Já o carro foi pintado de branco e as placas trocadas por uma de Ponta Porã (MS), de outro Golf, para não levantar suspeitas. A intenção era levar o carro para o Paraguai.
CASO BRENO E LEONARDO 
De acordo com o relatado pelo inquérito policial, os acusados Rafael da Costa Silva e Weverson Gonçalves Feitosa, ambos de 22 anos, esperaram as vítimas saírem de um bar na Capital, localizado no bairro Miguel Couto, e as abordaram quando Bruno acionou o alarme da caminhonete. 
De lá eles seguiram para as saídas de Aquidauana e Rochedo, na região do Indubrasil.
Os criminosos estavam sendo acompanhados por um Fiat Uno, no qual estavam Dayane Aguirre Clarindo, de 25 anos, e o irmão dela, de 17 anos. 
Durante o trajeto, Breno foi violentamente espancado pelo adolescente. Os universitários chegaram a implorar por suas vidas. 
Na entrada de uma galeria de água pluvial, as vítimas foram postas de joelhos e executadas. O primeiro a morrer foi Breno, com um tiro na cabeça. Ao ver o amigo ser morto Leonardo tentou escapar, mas foi ferido com um tiro que pegou na lateral da cabeça. Todos os disparos foram efetuados pelo adolescente. 
Breno era estudante de Engenharia Civil e Leonardo fazia faculdade de Direito, na UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Eles foram mortos 30 minutos após o sequestro. 
CASO RAGHIANTE 
O empresário e a namorada estavam dentro do carro dele, um Azera, nas proximidades do terminal Morenão, quando foram abordados por bandidos. Eles foram levados para um matagal na Avenida Três Barras. 
O casal foi executado com tiros na cabeça e o veículo foi levado por um dos assaltantes ao Paraguai. 
Os corpos dos dois foram encontrados pela manhã do dia seguinte.
O primeiro a ser preso foi Neidinaldo do Nascimento da Silva, que fez os disparos contra Luzia e Alberto. 
O criminoso estava acompanhado dos comparsas, Marcelo Araújo Santos e Sidney Portilho da Silva. Além disso contou com o apoio de Julielton Aparecido Gonçalves e Marcos Vinícius Rosa Pontes, conhecido como “Paraná”, para levar o veículo até o Paraguai. 
Em seguida foi descoberto que o mentor do crime era Antônio dos Santos Vaes, que mandou a ordem de dentro do EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande, onde já cumpria pena por outros crimes.
Jornal Midiamax