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Perícia confirma que criança de 10 anos era estuprada por colegas em escola municipal

O aluno de 10 anos da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, do Bairro Estrela D’alva – região norte de Campo Grande, passou há pouco por exames de corpo de delito no Imol (Instituto Médico-Odontonlógico Legal). De acordo com o laudo, os peritos confirmaram que a criança foi vítima de estupro contínuo, conforme ele já […]

Arquivo Publicado em 10/04/2014, às 16h54

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O aluno de 10 anos da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, do Bairro Estrela D’alva – região norte de Campo Grande, passou há pouco por exames de corpo de delito no Imol (Instituto Médico-Odontonlógico Legal). De acordo com o laudo, os peritos confirmaram que a criança foi vítima de estupro contínuo, conforme ele já havia falado na Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). 

A criança disse que há dois anos vem sofrendo abusos dos três jovens, de 13, 14 e 15 anos, no banheiro da escola. Apesar dos intervalos serem em períodos diferentes, os adolescentes conseguiam burlar a coordenadora e praticavam os atos libidinosos dentro da instituição onde vítima e autores estudam. 
No laudo foi constatado que a criança tem lesões compatíveis com o depoimento prestado à Polícia Civil. Assustado, o menino só contou o que havia acontecido, depois que a mãe garantiu que nada de mal aconteceria à família. “Ele ficou calado por tanto tempo porque os adolescentes o estavam ameaçando e a mãe só descobriu ao levar no posto de saúde perto de casa, pois ele reclamava de ardência e coceira no ânus”, explica a delegada Aline Sinnott Lopes. 
A delegada se restringiu apenas a falar superficialmente sobre o assunto, pois o caso está sendo registrado. “Conversei rapidamente com ele e com os demais, não tem como dar detalhes, pois isso é muito recente, preciso de laudos e mais coisas”, fala. 
Apesar disso, a delegada pediu a representação dos três suspeitos pelo crime de estupro. O pedido de busca e apreensão foi encaminhado à Justiça. Caso será aprovado pelo magistrado, os jovens serão recolhidos a uma Unei (Unidade Educacional de Internação). “Não há como falar de apreensão, pois apesar dos depoimentos, laudos e tudo mais, o caso não foi em flagrante”, afirma Aline.
Jornal Midiamax