Familiares de vítimas de violência estiveram reunidos neste domingo participando de uma passeata, pediram maior rigor nas punições contra os acusados e também que a Delegacia da Mulher funcione 24 horas e nos fins de semana.

O movimento foi idealizado por amigos e familiares de Dayane Silvestre Uliana, assassinada pelo ex-marido no dia 4, quando trafegava com um Corsa no cruzamento das avenidas Manoel da Costa Lima com Bandeiras.

Também estiveram presentes familiares de Marcelo Campos, morto no dia 22 de março de 2013 no Coronel Antonino; da professora Zilca Fernanda Marques, morta em agosto de 2012 e de Giovanna Nantes, agredida pelo namorado na virada do ano.

Naiara Gaspari, estudante e amiga de Dayane, afirmou que acredita na Justiça e espera punição exemplar para o assassino da amiga. “Ela não merecia isto. Espero que a Justiça puna com rigor o assassino e que ele pegue no mínimo 20 anos de cadeia”, afirmou.

A mãe da professora Zilca Fernandes Marques, a professora aposentada Eny Escobar Fernandes é de opinião de que deveria acontecer mudança na lei e que assassinos, como no caso da sua filha,. Deveriam pegar prisão perpétua.

Marcelo Campos, pai de Matheus Campos, afirmou ser importante engrossar movimentos como estes para mostrar que a sociedade está mobilizada e também pediu maior empenho da polícia na investigação da morte do seu filho, pois o assassino continua livre.

Leandro Roberto de Oliveira, cabeleireiro de 40 anos, tio de Giovanna Nantes, disse que quanto mais pessoas participarem de atos como o de hoje, serve de alerta às autoridades para que utilizem maior rigor nas punições. Ele aproveitou para afirmar que a sobrinha, que já deixou o hospital, está recuperando-se bem das agressões praticadas pelo namorado.

A passeata teve a concentração na praça Ary Coelho e de lá percorreu a rua Sete de Setembro, indo até o prédio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

Em frente ao prédio os manifestantes gritaram palavras de ordem e encerraram o protesto de joelhos rezando o pai nosso.