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Pandas gigantes têm queda por açúcar, dizem estudos genéticos e comportamentais

Com uma dieta praticamente toda baseada no bambu, os ursos panda gigantes têm uma queda por açúcar – segundo estudos genéticos e comportamentais realizados sobre esta espécie ameaçada de extinção. Os pesquisadores, percebendo que o bambu, assim como a grama, contém muito pouco açúcar, se perguntaram se os pandas – assim como os gatos, seus […]

Arquivo Publicado em 26/03/2014, às 23h29

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Com uma dieta praticamente toda baseada no bambu, os ursos panda gigantes têm uma queda por açúcar – segundo estudos genéticos e comportamentais realizados sobre esta espécie ameaçada de extinção.

Os pesquisadores, percebendo que o bambu, assim como a grama, contém muito pouco açúcar, se perguntaram se os pandas – assim como os gatos, seus primos distantes – não teriam perdido o gosto pelo açúcar.

Para o estudo, cujos resultados foram publicados nesta quarta-feira na página da revista norte-americana PLOS ONE, os cientistas fizeram testes com oito pandas de 3 a 22 anos no Centro Shaanxi da China, por seis meses.

A equipe apresentou aos ursos tigelas contendo água e outras com seis açúcares naturais: frutose, galactose, glucose, lactose, maltose e sacarose. As soluções continham de baixas a grandes concentrações destes açúcares.

Todos os pandas preferiram as soluções açucaradas no lugar da água pura, particularmente com frutose e sacarose, bebendo avidamente o líquido que estava na tigela.

“Os pandas adoram açúcar”, comentou Danielle Reed, geneticista comportamental do Monell Chemical Senses Center da Filadélfia, principal autora do trabalho.

Dados do DNA dos pandas confirmaram que os animais têm receptores funcionais para sabores açucarados, que os permitem detectar e reagir aos açúcares.

Outros testes provaram, ao contrário, que os pandas são insensíveis a cinco edulcorantes artificiais, sugerindo que eles não são capazes de sentir esta variação de gosto adocicado.

“Estes resultados podem ter importantes implicações para a preservação desta espécie ameaçada de extinção pela destruição contínua de seu habitat natural”, avaliou Peihua Jiang, biólogo molecular do centro Monell.

Jornal Midiamax