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Pai de empresário morto relata último contato com o filho antes do assassinato

O pai de Erlon Peterson Pereira Bernal, assassinado no dia 1º de abril, Lino Bernal, de 57 anos, relatou que às 15h30min do dia do crime havia falado com o filho, e ele dizia que estava bem. Neste momento ele estava se encaminhando para o encontro com o marginal que supostamente iria comprar o seu […]

Arquivo Publicado em 09/04/2014, às 15h33

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O pai de Erlon Peterson Pereira Bernal, assassinado no dia 1º de abril, Lino Bernal, de 57 anos, relatou que às 15h30min do dia do crime havia falado com o filho, e ele dizia que estava bem. Neste momento ele estava se encaminhando para o encontro com o marginal que supostamente iria comprar o seu carro, mas que na realidade já havia planejado assassiná-lo.

“Nós conversamos às 15h32 e ele me disse que estava tudo bem depois disso não nos falamos mais”, afirmou o comerciante.

Quanto a gravação na caixa de mensagens de seu aparelho, afirmou que tomou conhecimento quando foi alertado pela delegada. “A gravação tem cerca de dois minutos e ele aparece dando explicações de detalhes mecânicos do carro. Em determinado momento aparece a voz de uma mulher que também faz perguntas sobre o seguro. Na última parte,o diálogo é sobre os procedimentos para a transferência do carro”, afirmou Lino. Ele acredita que o filho havia pressentido alguma coisa errada e acionado a discagem rápida propositalmente.

Outra revelação é que Erlon havia mostrado receio de que seria assaltado. “Quando ele falou para a secretária que iria mostrar o carro para alguém, brincou afirmando que a insistência era tanta que poderia ser até um assalto. Nós tentamos convencê-lo a não ir, mas ele insistiu dizendo que já havia feito o compromisso”, afirmou.

Ele disse que depois da tragédia a família está estraçalhada,que o medo agora é constante e que quer que seja feita Justiça.”Acho que interpretaram mal mas o que eu disse é que não queria apenas a Justiça Divina. Eles são assassinos frios,perversos. O ideal seria a prisão perpétua e por isso mesmo seria necessário uma mudança nas leis atuais”, afirmou.

O pai de Erlon elogiou o trabalho da delegada Maria de Lourdes Cano e o empenho de todo os policiais na elucidação do caso,mas não poupou críticas à estrutura da delegacia. “Esses policiais são heróis. Vocês precisam ver as condições em que eles trabalham. No banheiro principalmente o estado é crítico.O governo precisa aparelhar melhor a polícia e dar melhores condições de trabalho”, afirmou.

Jornal Midiamax