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Padrasto não confessa homicídio e reafirma que enteado de 2 anos caiu da cama

Juliano Plácido Ferreira, de 21 anos, apontado pela Polícia Civil como autor do homicídio de um menino de 2 anos e 5 meses, não confessou o crime. O fato ocorreu no dia 30 de setembro, em Rio Verde, a 194 quilômetros de Campo Grande. Segundo o delegado Eder de Oliveira Moraes, titular da delegacia de […]

Arquivo Publicado em 02/10/2014, às 19h00

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Segundo o delegado Eder de Oliveira Moraes, titular da delegacia de Rio Verde e responsável pelo caso, o rapaz segue afirmando que a criança caiu da cama. “A suspeita é que ele bateu no menino até ele entrar em coma, depois escondeu dizendo que ele estava dormindo”, diz o delegado. O bebê ainda chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Ainda de acordo com o delegado, a mãe da criança, Miriam Souza Santos, de 20 anos, foi ouvida. Além do menino, ela tem uma filha, de 4 anos. Segundo a mulher, Juliano era muito rigoroso e, quando batia, dizia que estava “corrigindo” as crianças. Miriam ainda disse que via ele bater na perna dos filhos dela com varadas, mas suspeita que ele batia muito mais na ausência dela.

A Polícia Civil aguarda agora o laudo da Perícia e do IML (Instituto Médico Legal). Segundo o delegado, não houve confirmação de que a menina foi vítima de abuso sexual, como suspeita apontada anteriormente. Juliano permanece na delegacia de Rio Verde, mas deve ser transferido para o presídio de Campo Grande. O caso foi registrado como homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Miriam perdeu, provisoriamente, a guarda das outras duas filhas, de 2 e 4 anos. As meninas foram recolhidas pelo Conselho Tutelar.

Agressão

O menino de 2 anos e 5 meses morreu depois de apanhar do padrasto Juliano. Ele teria surrado a criança até que ela perdesse a consciência, quando a mãe foi levar a filha do casal de 2 anos para vacinar no posto de saúde. Ao chegar a casa, Miriam teria perguntado do filho e Juliano disse que o menino tinha almoçado e estava dormindo.

A mãe viu o filho no berço e não notou os hematomas porque o marido o havia coberto. Ela disse à polícia que estranhou o longo sono do menino e por volta das 17 horas tentou acordá-lo, mas ele não reagia. Com a ajuda de uma vizinha, ela o levou para o hospital e logo depois a criança morreu.


Jornal Midiamax