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Paciente psiquiátrica foge de clínica e hospital nega responsabilidade

Uma paciente de 19 anos, que deu entrada na madrugada desta sexta-feira (26) na Clínica Campo Grande, em surto psiquiátrico, fugiu por duas ocasiões e o hospital nega responsabilidade com a jovem. De acordo com o tio da moça, Osmário Gura, de 41 anos, tapeceiro, a sobrinha teve uma crise nesta madrugada e a família […]

Arquivo Publicado em 26/08/2014, às 14h54

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Uma paciente de 19 anos, que deu entrada na madrugada desta sexta-feira (26) na Clínica Campo Grande, em surto psiquiátrico, fugiu por duas ocasiões e o hospital nega responsabilidade com a jovem.

De acordo com o tio da moça, Osmário Gura, de 41 anos, tapeceiro, a sobrinha teve uma crise nesta madrugada e a família a levou até a Clínica Campo Grande. Lá, ela deu entrada no pronto-socorro, por volta da 1 hora.

Muito nervoso, com as mãos trêmulas, o tio conta que por pouco a jovem não foi atropelada. Segundo ele, nesta manhã a sobrinha saiu do hospital, não se sabe como, e foi resgatada por ele na esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua Rui Barbosa. “Quando a vi estava aqui fora. Sai correndo para ela não ser atropelada”, diz, com olhos lacrimejados.

A jovem dormiu no hospital e lá realizou exames. Contudo, o hospital diz não ter responsabilidade, pois a encaminhou para uma clínica psiquiátrica, já que afirma não ter estrutura para receber pacientes neste estado clínico.

“Ela chegou aqui e o médico a atendeu. Pediu alguns exames, que não sei o que são, nem para quê. Sei apenas que pagamos R$ 390 por um exame e R$ 600 por outro, que faria agora de manhã. Mas depois que ela fugiu, encaminharam-na para uma clinica psiquiátrica e não fizeram o exame e nem devolveram o dinheiro. Agora dizem que não tem responsabilidade com ela, que nem tem como atendê-la. Mas porque a aceitaram ontem à noite?”, questiona.

O pai, Maurílio Chagas Charon, de 54 anos, comerciante, também critica. Ele conta que o hospital sequer ajudou segurar a jovem na rua, e que se não fosse o irmão não sabe o que aconteceria. “Eles disseram que não podem fazer nada, que não tem como segurá-la, só se a amarrarem”, diz.

Outro lado

Já a Clínica Campo Grande alega não ter estrutura para atendimentos psiquiátricos e por isso encaminhou a paciente para outro hospital.

Questionado porque recebeu a jovem, sabendo não ter estrutura para pacientes em surto, o hospital alegou que ela deu entrada no pronto-socorro e por protocolo do Ministério da Saúde não pode negar atendimento a nenhum paciente que entre pelo pronto-atendimento.

“Ela veio para o pronto-socorro e nós não podemos negar atendimento a ninguém. Pelo encaminhamento médico ela deve ser levada para um especialista, ou uma clínica especializada”, diz o hospital.

Em relação aos pedidos de exames e a não devolução do procedimento que não foi realizado, o hospital informa que não pode falar sobre isso, e que somente o Administrativo da clínica poderá responder na manhã desta quarta-feira (27), quando estiverem em expediente normal.

Jornal Midiamax