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Otan afirma que Rússia age ilegalmente e denuncia violação da soberania da Ucrânia

A Otan declarou nesta sexta-feira (29), após uma reunião em caráter extraordinário sobre a crise envolvendo tropas militares da Rússia em território da Ucrânia, que, “embora Moscou venha negando, agora está claro que tropas e equipamentos russos atravessaram ilegalmente a fronteira com o leste e o sudeste da Ucrânia”. De acordo com o secretário-geral da […]

Arquivo Publicado em 29/08/2014, às 15h20

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A Otan declarou nesta sexta-feira (29), após uma reunião em caráter extraordinário sobre a crise envolvendo tropas militares da Rússia em território da Ucrânia, que, “embora Moscou venha negando, agora está claro que tropas e equipamentos russos atravessaram ilegalmente a fronteira com o leste e o sudeste da Ucrânia”.


De acordo com o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, “essa não é uma ação isolada, mas parte de um perigoso padrão de vários meses para desestabilizar a Ucrânia como uma nação soberana”.


A organização solicita o fim das atividades ilegais.


“Pedimos à Rússia que interrompa as ações militares ilegais, que interrompa o apoio aos separatistas armados e adote medidas imediatas e verificáveis para uma desescalada desta crise”, afirmou Rasmussen.


O comunicado da Otan diz ainda que a Rússia continua a suprir os separatistas com tanques, veículos blindados, artilharia e lançadores de foguetes, e que foram feitos ataques contra a Ucrânia tanto do território russo como em solo ucraniano.


“Esta é uma flagrante violação da soberania da Ucrânia e sua integridade territorial. Isso desafia todos os esforços diplomáticos para uma solução pacífica”, denuncia a Otan, afirmando que a Rússia mantém milhares de soldados prontos para o combate perto da fronteira.


Na semana que vem, haverá um encontro com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, na Cúpula do País de Gales (Reino Unido), “para deixar claro o firme apoio à Ucrânia”.


“Nós condenamos nos termos mais rígidos o contínuo desrespeito da Rússia a suas obrigações internacionais”, diz o comunicado.

Jornal Midiamax