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Oposição da Ucrânia rejeita proposta do presidente de assumir gabinete

A oposição ucraniana rejeitou neste sábado (25) a proposta feita, mais cedo, pelo presidente do país, Viktor Yanukovich, para que o líder do principal partido opositor, Arseni Yatseniuk, assuma a chefia do governo. A investida do governo visava tentar pôr fim à crise provocada pelos protestos — já que a demissão do primeiro-ministro, Nikolai Azarov, […]

Arquivo Publicado em 26/01/2014, às 00h27

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A oposição ucraniana rejeitou neste sábado (25) a proposta feita, mais cedo, pelo presidente do país, Viktor Yanukovich, para que o líder do principal partido opositor, Arseni Yatseniuk, assuma a chefia do governo.

A investida do governo visava tentar pôr fim à crise provocada pelos protestos — já que a demissão do primeiro-ministro, Nikolai Azarov, e de seu gabinete é a principal reivindicação da oposição desde a suspensão da assinatura do Acordo de Associação com a União Europeia.

“O presidente propôs a Yatseniuk o posto de primeiro-ministro. Caso ele aceite, o presidente destituiria o governo”, confirmou neste sábado Yelena Lukash, ministra da Justiça.

O cargo de vice-primeiro-ministro encarregado de assuntos humanitários foi oferecido a Vitali Klitschko, dirigente da segunda força da oposição, UDAR (Golpe).

“O presidente está convencido que o trabalho conjunto com a oposição ajudará ao Estado a se unir e a introduzir as reformas necessárias para a sociedade”, chegou a informar a nota oficial.

As duas partes chegaram a um acordo para que as autoridades colocarão em liberdade todos os detidos nos protestos dos últimos dois meses paralelamente à aprovação de uma lei de anistia e a criação de um grupo de trabalho para retornar à Constituição de 2004.

“Mas os líderes opositores devem garantir a completa saída das pessoas da rua Grushevski e o fim de toda ação ilegal”, lembrou Andrei Portnov, assessor do presidente ucraniano.

Caso se chegue a um acordo, com o passar do tempo as ruas e praças da capital ucraniana devem deixar de ter a presença tanto de manifestantes como de soldados das forças de segurança do Estado.

O presidente condenou as desordens violentas que Kiev e outras regiões do país viveram nas últimas semanas, e os opositores concordaram em dar continuidade às negociações.

Os líderes da oposição, que tinham denunciado que o presidente preparava a declaração do estado de exceção, informarão ao “Euromaidan” sobre os resultados da segunda rodada de negociações com o presidente às 22h30 (local, 18h30 em Brasília).

A proposta acontece enquanto manifestantes e a polícia antidistúrbios colocam em perigo a trégua ao retomar os confrontos nas imediações do estádio do Dínamo de Kiev (na rua Grushevski).

Jornal Midiamax