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Ocidente acusa Rússia de repetir estratégia implementada na Crimeia

Os países ocidentais do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) acusaram hoje (14) a Rússia de repetir na Ucrânia a estratégia implementada na Crimeia e de organizar a ocupação de edifícios, inventando uma instabilidade inexistente. Os “cidadãos preocupados” de Sloviansky e outras cidades estão equipados “exatamente como as tropas de elite que […]

Arquivo Publicado em 14/04/2014, às 09h58

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Os países ocidentais do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) acusaram hoje (14) a Rússia de repetir na Ucrânia a estratégia implementada na Crimeia e de organizar a ocupação de edifícios, inventando uma instabilidade inexistente.


Os “cidadãos preocupados” de Sloviansky e outras cidades estão equipados “exatamente como as tropas de elite que ocuparam a Crimeia”, disse a embaixadora norte-americana, Samantha Power, na reunião extraordinária do Conselho de Segurança para tratar da situação na Ucrânia. “Muitas das unidades que temos visto foram equipadas com coletes antibala e uniformes de camuflagem”, acrescentou.


“Sabemos quem está por trás disso, a única entidade na área capaz desse tipo de ação, coordenada de forma profissional, é a Rússia”, comentou Samantha.


O embaixador britânico, Mark Lyall Grant, resumiu a situação, dizendo que os grupos “profissionais, bem armados e bem equipados” estão executando “operações bem coordenadas”. É um esquema “demasiado familiar” que “aponta claramente para a Rússia”, disse Grant, que acusou Moscou de usar “pretextos fabricados” para a sua “postura agressiva”.


O embaixador francês, Gérard Araud, observou, por sua vez, que as ocupações dos edifícios nas últimas 48 horas “são as mesmas que a Rússia classificou no mês passado de manifestações espontâneas, de autodefesa, de grupos locais. Ele advertiu, no entanto, que “ninguém acreditou” e, por isso, questionou: “Como se pode acreditar agora?”.


Araud reforçou a ideia da ocupação da Rússia ao longo da fronteira da Ucrânia e como o país tenta asfixiar o vizinho com um “aumento brutal” do preço do gás e o bloqueio à entrada de mercadorias.


Na mesma linha, o embaixador australiano, Gary Quinlan, lembrou que as ocupações têm sido feitas por “unidades de homens altamente treinados, com equipamentos russos sem emblemas”.

Jornal Midiamax