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Obama diz que EUA impedirão criação de Estado islâmico no Iraque e Síria

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não permitirá que extremistas sunitas criem um “califado”, ou Estado islâmico, em regiões da Síria e do Iraque, e acusou a maioria xiita iraquiana de desperdiçar a oportunidade de dividir o poder com outras minorias. Os EUA iniciaram ataques aéreos contra militantes do autodenominado Estado Islâmico […]

Arquivo Publicado em 09/08/2014, às 12h13

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não permitirá que extremistas sunitas criem um “califado”, ou Estado islâmico, em regiões da Síria e do Iraque, e acusou a maioria xiita iraquiana de desperdiçar a oportunidade de dividir o poder com outras minorias.


Os EUA iniciaram ataques aéreos contra militantes do autodenominado Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, cujo avanço tem forçado milhares de pessoas pertencentes a minorias étnicas a deixarem suas casas.


“Nós não deixaremos que eles (EI) criem um califado pela Síria e Iraque, mas nós só poderemos fazer isso se soubermos que termos parceiros que sejam capazes de preencher este vazio”, disse Obama em entrevista ao jornal americano New York Times.


“Podemos afastá-los por um período, mas assim que nossos aviões deixarem (a área), eles voltarão”.


O EI – grupo antes conhecido como Isis, na sigla em inglês – assumiu o controle de partes do Iraque e da Síria e conquistou a maior usina hidrelétrica iraquiana, fonte de água e eletricidade para grande parte do país.


No início da semana, militantes do EI tomaram a cidade de Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, provocando uma fuga em massa.


O avanço dos militantes também forçou centenas de milhares de Yazidis a fugir em direção às montanhas. Cerca de 50 mil deles deixaram a cidade de Sinjar.


Obama disse que novos ataques poderão ser realizados mas que os EUA não realizariam uma operação terrestre.


Forças americanas realizaram o segundo lançamento de alimentos e bebidas usando aeronaves para milhares de iraquianos que se refugiam nas montanhas, disse o Pentágono. Os mantimentos incluiriam mais de 1,5 mil galões de água e 28 mil refeições.


A Grã-Bretanha enviou um avião para ajudar na operação de distribuir por ar ajuda a refugiados religiosos.

Ataques podem continuar


Em seu pronunciamento semanal de rádio, Obama disse que os ataques aéreos americanos e a ajuda humanitária no norte do Iraque são essenciais, mas limitados.


“Nos últimos dias, forças terroristas se aproximaram da cidade (de Irbil)”, disse ele. “Na quinta-feira à noite, eu deixei claro que se eles tentassem avançar ainda mais, nosso Exército responderia com ataques”.


“Isso é o que temos feito e, se for necessário, é o que continuaremos a fazer”.


Os EUA realizaram duas ondas de ataques aéreos na sexta-feira, a primeira vez que forças americanas estiveram envolvidas diretamente em uma operação militar no Iraque desde que deixaram o país, no fim de 2011.


Em junho, quando o EI tomou o controle de Mosul, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, pediu a ajuda dos Estados Unidos para conter o avanço dos insurgentes – mas Washington não quis intervir.


Analistas afirmam que a ascensão dos rebeldes islâmicos, junto com o fracasso na formação de um novo governo após as eleições de abril, tenha forçado Obama a agir.


Maliki tem sido pressionado por lideranças dos curdos, sunitas e até xiitas para renunciar devido à maneira como vem lidando com a crise no país.


Mas, como líder do bloco que ganhou o maior número de assentos nas eleições parlamentares de abril, Maliki reivindicou o direito de formar um novo governo de coalizão.


Fontes iraquianas sugerem que o premiê foi forçado a oferecer garantias de que renunciaria em troca da ajuda militar dos Estados Unidos.

Jornal Midiamax