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Nova secretária de Olarte nega ser ‘dondoca’ e diz que Casa da Mulher é prioridade

A nova secretária municipal da Mulher, Liz Danielle Derzi Wasilewski de Matos Oliveira, respondeu às críticas sobre sua nomeação. Durante solenidade de posse nesta quarta-feira (25), no gabinete do Paço Municipal, a titular da pasta afirmou que conhece Campo Grande, negou ser “dondoca” e que sua prioridade será a construção da Casa da Mulher, projeto […]

Arquivo Publicado em 25/06/2014, às 22h41

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A nova secretária municipal da Mulher, Liz Danielle Derzi Wasilewski de Matos Oliveira, respondeu às críticas sobre sua nomeação. Durante solenidade de posse nesta quarta-feira (25), no gabinete do Paço Municipal, a titular da pasta afirmou que conhece Campo Grande, negou ser “dondoca” e que sua prioridade será a construção da Casa da Mulher, projeto que já estava na pauta da secretaria na gestão anterior.

“Falaram que eu não sei nem chegar ao Dom Antônio,mas eu fui criada em uma casa de políticos e sempre estive aberta para todos”, rebateu Liz Danielle. Casada com Paulo Matos, ex-secretário de Projetos e ex-diretor presidente da Agência Municipal de Habitação, durante a administração do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), a secretária fez menção ao marido durante a posse. “Quando casei com o Paulo, andei com ele a cidade inteira, então, eu conheço tudo em Campo Grande”, disse Liz Danielle.

Durante a posse, a secretária observou que está entre as prioridades da pasta a criação de uma rede de proteção à mulher, além da construção da Casa da Mulher. Segundo Liz Danielle, a secretaria já tem dinheiro em caixa, mas não soube precisar o valor, para dar início a obra que deverá ser construída em uma área próxima ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. De acordo com ela, a Casa vai proporcionar segurança e apoio psicológico à mulher vítima de violência.

Quanto às críticas que a secretária recebeu por não fazer parte de um movimento feminino, Liz Danielle rebateu afirmando que nos últimos 14 anos se reúne toda quinta-feira com um grupo de oração de mulheres na igreja que frequenta, e que oferece apoio psicológico para mulheres em trabalhos particulares da igreja. “Eu cuido de mulheres, também, de forma particular levando capacitação em vários bairros”, observou a secretária.

A titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Rosely Molina, afirmou que todos os projetos e políticas públicas que ajudem o enfrentamento e o combate a violência contra a mulher são bem-vindos, e espera que a Casa da Mulher preencha a necessidade de saúde e trabalho para as mulheres vítimas de violência. Segundo ela, a polícia cumpre a responsabilidade de punir os agressores e que o Poder Público deve dar mais atenção para a prevenção da violência.

Questionada sobre a ausência de uma delegacia 24 horas para a mulher, Molina observou que a polícia atua 24 horas. Segundo ela, quando a delegacia está fechada no fim de semana e feriado para atendimento físico, mas que as mulheres podem procurar a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). No último sábado, mesmo com a delegacia fechada, investigadores cumpriram mandado de prisão e um agressor foi preso.



Jornal Midiamax