Em viagem ao México, Pelé voltou a criticar os protestos contra a Copa do Mundo no Brasil, alegando que manifestações durante a competição provocariam uma “grande perda” para o país.

“Acredito que haverá manifestações, sim, sem dúvida”, previu o eterno camisa 10 em entrevista coletiva realizada em Huixquilucan, cidade situada nos arredores da capital mexicana.

“Já temos o conhecimento que 25% dos estrangeiros que iam para o Brasil estão preocupados com o movimento de protestos, e parece que alguns já cancelaram”, acrescentou.

Pelé, de 73 anos, admitiu que o Brasil “precisava” de mais saúde e educação, as principais reivindicações dos manifestantes contrários à realização da Copa, mas voltou a lamentar o fato de o futebol e de a seleção brasileira estarem pagando “pela corrupção”.

“Não temos nada a ver com os políticos corruptos, com os ladrões, não temos culpa”, disse o tricampeão mundial. “Não podemos confundir a corrupção e a política, os ladrões que roubaram para fazer os estádios, com os jogadores, que apenas promovem o Brasil”, insistiu.

Pelé também ressaltou que, a menos de um mês para o pontapé inicial, “ainda haver estádios não concluídos”.

A 24 dias da Copa, ainda há estádios em obras, inclusive o Itaquerão de São Paulo, que receberá a partida de abertura, entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho.

Em entrevista publicada nesta segunda pelo jornal alemão Bild, Pelé também criticou duramente as autoridades pelos atrasos.

“É inaceitável que vários estádios não estejam prontos. Tivemos vários anos (para fazer as obras), bem mais do que o necessário. É uma vergonha. Estou feliz com todas as partidas que teremos aqui. Mas quando vejo esta bagunça toda, fico preocupado. É frustrante”, lamentou.