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No Lar Vovó Miloca, vida segue e crianças nem saberão que morreu a fundadora do abrigo

No Centro de Apoio e Orientação à Criança Lar Vovó Miloca, em Campo Grande, as 23 crianças assistidas devem ter uma segunda-feira sem grandes novidades. Ainda bem. “A vida aqui não para, a gente tem que continuar”, diz a dirigente do local, Josefa Rosa de Andrade Arruda, ao falar sobre a morte de Jamile Garib, […]

Arquivo Publicado em 10/03/2014, às 12h01

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No Centro de Apoio e Orientação à Criança Lar Vovó Miloca, em Campo Grande, as 23 crianças assistidas devem ter uma segunda-feira sem grandes novidades. Ainda bem. “A vida aqui não para, a gente tem que continuar”, diz a dirigente do local, Josefa Rosa de Andrade Arruda, ao falar sobre a morte de Jamile Garib, a vovó que dá nome ao espaço.

Muitas das crianças nem sequer vão ficar sabendo sobre a morte da Vovó Miloca. Foi ela quem doou o terreno para o abrigo e, enquanto teve saúde para tal, fez questão de visitá-lo regularmente.

No Lar Vovó Miloca, fundado em 1986, estão crianças envolvidas em processo judicial. A maioria delas vem de famílias destruídas pelo álcool ou  drogas e lá encontra uma senhora que há 15 anos, como voluntária, sustenta o legado da vovó falecida ontem, aos 86 anos. “Não vivo sem isso aqui. Eu falo: preciso mais dele do que ele de mim”, diz Josefa sobre a instituição.

A falta de tempo para uma e de saúde para a outra fez com que Josefa e Miloca tivessem pouco contato nos últimos anos. Mas, nesta manhã, Josefa garantiu que ia prestar as últimas homenagens a Miloca.

No espaço onde o apelido da vovó ficará eternizado, a luta realmente não pode parar. Josefa conta que nos primeiros meses do ano é preciso manter tudo com recursos próprios, enquanto os repasses de convênios não chegam. “Olha, nem parei ainda para ver os gastos, mas sei que a gente paga muita conta.”, diz ela.

Vovó Miloca está sendo velada no Parque das Primaveras, próximo da UCDB, na Capital. O sepultamento está previsto para as 14h30.

Jornal Midiamax