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Nelsinho é gravado ‘prevendo’ texto na IstoÉ e é acusado por Delcídio de ‘plantar factoide’

A IstoÉ tirou do ar texto com mais quatro nomes supostamente delatados por ex-diretor da Petrobras que não tinha confirmação oficial. Na sexta-feira (12), o candidato do PMDB foi flagrado adiantando que revista nacional colocaria 'gente em maus lençóis'.

Arquivo Publicado em 14/09/2014, às 21h15

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A IstoÉ tirou do ar texto com mais quatro nomes supostamente delatados por ex-diretor da Petrobras que não tinha confirmação oficial. Na sexta-feira (12), o candidato do PMDB foi flagrado adiantando que revista nacional colocaria ‘gente em maus lençóis’.

Uma declaração de Nelson Trad Filho (PMDB) gravada em público na última sexta-feira (12) levantou suspeitas sobre notícia da revista IstoÉ deste domingo (14). Nelsinho ‘previu’ que denúncias em revista de circulação nacional colocariam ‘gente em maus lençóis’ e Delcídio do Amaral (PT) acha que o texto foi ‘plantado’ com a intenção de tentar envolver o nome dele nas denúncias da Petrobras.


A publicação listou mais quatro nomes de políticos que supostamente teriam sido citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como beneficiários do esquema de corrupção na estatal. Mas a informação não tem confirmação oficial. O texto, que chegou a ser reproduzido em jornais locais, foi tirado do ar pela Revista IstoÉ. Nelsinho nega participação.


Mesmo assim, a distribuição de publicações regionais com referências e reproduções da notícia da IstoÉ chegou a virar caso de polícia neste domingo (14). Delcídio disse que suspeita de que o material tenha sido ‘plantado’ por Nelson Trad Filho e afirmou que vai acioná-lo judicialmente. Os dois concorrem ao cargo de governador de Mato Grosso do Sul.


‘Tiro no pé’


“É uma matéria plantada. E o pior, sem consistência alguma. É tão desprovida de qualquer verdade que a própria revista tirou do ar ontem mesmo. Eles quiseram atacar especificamente Mato Grosso do Sul e criar um factoide por absoluto desespero. Vamos tomar providências de caráter jurídico e ir até as últimas consequências. O candidato deu um tiro no pé”, afirmou Delcídio.


Após ser replicada por diversos jornais, a matéria foi tirada do ar. O Midiamax tentou contato com a editora Três, responsável pela Revista Isto É, que publicou o conteúdo afirmando que os políticos teriam sido delatados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para saber por qual motivo o conteúdo não está mais na edição online da revista, mas não obteve resposta.


Assim como Delcídio em MS, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o governador do Ceará, Cid Gomes, entraram com ações judiciais contra a revista, mas nenhuma decisão judicial foi divulgada até o momento. “Como não haveria tempo hábil para a Justiça decidir tirar o material do ar, concluímos que a própria revista o fez”, afirmou o senador petista.


‘Adivinho’


O pivô das suspeitas sobre a notícia veiculada pela revista de circulação nacional e depois removida do ar no website da publicação é uma entrevista que Nelsinho deu na sexta-feira (12), durante reunião na Seleta sobre estratégias de campanha com lideranças do interior, em que ele ‘adivinha’ o fato e avalia que seria algo capaz de ‘colocar gente em maus lençóis’.


Nelsinho, que perdeu o segundo lugar para o candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, foi questionado por repórteres sobre o desempenho até o momento. Em resposta, afirmou: “Cada um tem virtudes, cada um tem defeitos. A vida é assim mesmo. Mas eu entendo que nessa eleição os três vão chegar embolados porque vai haver denúncias aí na revista no final de semana que vai colocar gente em maus lençóis”.


Esta afirmação fez com que Delcídio suspeitasse que o candidato houvesse plantado a matéria na revista. Ao Midiamax, Nelsinho Trad negou as acusações e garantiu que a ‘premonição’ afirmação não teria passado de ilação.


“Eu reajo com ironia à acusação do candidato Delcídio e digo que esta é uma grande piada. Não precisa ser nenhum adivinho para poder supor uma situação como esta. Se ele é tão atento assim deveria observar que o que eu fiz foi reproduzir o comentário do jornalista Alexandre Garcia”, diz Nelson Trad Filho.


“Em nenhum momento eu falo o nome do Delcídio no áudio. Acho que o senador tem todo o direito de se defender, mas ele deve se explicar para a sociedade”, esquiva-se Nelsinho.


‘Erros e Festim’


No sábado (13), antes de a Revista IstoÉ tirar a notícia do ar, Delcídio do Amaral (PT) chegou a comentar as supostas denúncias. Ele afirmou que todas as doações que recebeu foram feitas de forma legal e declaradas oficialmente como manda a lei. “A menção de meu nome se dá dentro de um contexto absolutamente legal de doações de campanha, considerando que todas as doações citadas foram via Diretório Nacional do PT”, disse.


Delcídio citou ainda que o texto veiculado por algumas horas pela IstoÉ continha ‘erros graves de informação’. Ele se refere ao erro da revista em citá-lo como ex-filiado ao PFL, partido do qual o senador jamais fez parte. “O texto publicado serve unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul”, acusou.


Confira o áudio com a ‘previsão’ de Nelsinho, supostamente antecipando na sexta-feira (12) notícia que foi veiculada apenas neste domingo (14):

Jornal Midiamax