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“Muitos desmaiaram de pânico”, diz sobrevivente de ataque que deixou 34 mortos e 140 feridos na China

Yang Haifei, de Yunnan (China), um dos sobreviventes do ataque terrorista que deixou 34 mortos e 140 feridos em uma estação de trem em Kunming, no último sábado (1º), falou à agência de notícias Xinhua sobre o episódio. Do hospital, onde está internado sem gravidade após ser esfaqueado no peito e nas costas enquanto comprava […]

Arquivo Publicado em 02/03/2014, às 14h29

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Yang Haifei, de Yunnan (China), um dos sobreviventes do ataque terrorista que deixou 34 mortos e 140 feridos em uma estação de trem em Kunming, no último sábado (1º), falou à agência de notícias Xinhua sobre o episódio.

Do hospital, onde está internado sem gravidade após ser esfaqueado no peito e nas costas enquanto comprava uma passagem, ele relatou a ação do grupo: “Vi algumas pessoas entrando às pressas na estação, a maioria deles vestidos de negro, e de repente começaram a atacar todos”.

Ainda de acordo com Haifei, as pessoas que “foram mais lentas são as que ficaram mais gravemente feridas” e “muitos desmaiaram de pânico”.

O ataque aconteceu por volta das 21h20 de ontem (hora local, 10h20 de Brasília) dentro da estação de Kunming e foi perpetrado, segundo autoridades locais, por forças separatistas de Xinjiang (província no noroeste do país, região da etnia minoritária uigur).

A polícia matou com disparos cinco dos supostos terroristas e, agora, busca capturar o restante, enquanto os feridos foram internados em pelo menos dez hospitais da cidade.

Liu Chen, um estudante de 19 anos da cidade de Wuhan, na província de Hubei, estava na estação esperando a vez de comprar a passagem de trem quando o ataque ocorreu.

“Em princípio, pensei que era só uma briga, mas depois vi sangue, escutei muitos gritos, e apenas corri”, declarou o jovem, citado pela “Xinhua”.

Hoje, o presidente da China, Xi Jinping, exigiu a aplicação da lei para resolver o “caso do ataque terrorista em Kunming e punição aos terroristas de acordo com as normativas”. Ele Xi enviou alguns membros do governo, entre eles Meng Jianzhu, líder da Comissão de Assuntos Políticos e Legais do Partido Comunista chinês (PCCh), ao local para visitar as vítimas.

Xi ordenou que “as partes relevantes combatam com firmeza o terrorismo e sejam conscientes da gravidade e complexidade da situação”.

Xi, que também é líder da Comissão Nacional de Segurança, um órgão criado no final do ano passado como parte das reformas programadas pelo novo governo chinês, pediu “reforço na luta contra as ações terroristas em todas as suas formas”.

Já o primeiro-ministro, Li Keqiang, pediu às forças de segurança que aumentem a prevenção e as medidas de controle para garantir a segurança em locais públicos.

Jornal Midiamax