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Mortos e feridos: brigas entre vizinhos causam uma tragédia a cada 24 horas na Capital

Um policial militar aposentado matou a tiros homem com quem tinha rixa antiga, e outro morador também foi morto ao discutir com vizinho em bairro de Campo Grande na noite desta terça-feira (25).

Arquivo Publicado em 26/03/2014, às 10h56

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Um policial militar aposentado matou a tiros homem com quem tinha rixa antiga, e outro morador também foi morto ao discutir com vizinho em bairro de Campo Grande na noite desta terça-feira (25).

Em um intervalo de 24 horas, a polícia registrou a terceira briga entre vizinhos que terminou de forma trágica. Até o momento dois já morreram e um continua internado em estado grave. Os casos ocorreram em Campo Grande e foram registrados pelas Depacs (Delegacias de Pronto Atendimento Comunitário) como homicídio doloso – com intenção de matar, e tentativa de homicídio doloso. 



O último caso aconteceu na noite de ontem, por volta das 19h30, em uma vila de casas localizada na Rua Mansour Contar, no Bairro Los Angeles – região sul. Vanderley Pazzi de Oliveira, de 31 anos, e o pedreiro Edenilson Rocha Fonseca, de 30 anos, iniciaram uma briga. Com o bate-boca, as mulheres de ambos também começaram a brigar, ocasião em que, Edenilson foi até o seu imóvel e pegou um revólver. 



Ele deu um tiro em Vanderley, que saiu correndo do local e acabou caindo na calçada da vila de imóveis. Em seguida, o suspeito e a mulher fugiram em uma motocicleta de cor vermelha. O Corpo de Bombeiros foi chamado, porém a vítima já estava morta. Até na manhã de hoje, Edenilson  não havia sido localizado. 



OUTROS CASOS 



O outro caso ocorreu na segunda-feira (24), por volta das 16h50, na Rua Presidente Dutra, esquina com a Zola Cícero, no Bairro Monte Castelo – região nordeste. O policial aposentado Carlos Roberto Cerqueira, conhecido “Delegado Pitbull”, é apontado como o responsável pela morte de Rodrigo José Rech. 



A suspeita é de que o homicídio tenha sido cometido por causa de uma rixa antiga entre os dois em virtude de uma construção na rua onde o crime foi cometido. A prisão preventiva do suspeito já foi pedida pelo delegado responsável pelo caso, Weber Luciano de Medeiros. 



E o terceiro caso aconteceu na noite de domingo (23), às 19h30, na Rua Donizeti, na Vila Progresso – área sul, e terminou com um espancamento. João Luiz Marques Jardim, de 56 anos, continua internado na Santa Casa. O estado de saúde dele é delicado, e o responsável é o vizinho,  de 17 anos, e outros sete amigos. 



O filho da vítima foi até a casa de um vizinho pedir que abaixasse o som, pois já era tarde e o volume estava muito alto, quando os convidados não gostaram. Um deles, a vizinha Silvia, foi até a sua residência e contou o fato ao filho, que reuniu  sete adolescentes, e foram até a casa da vítima tirar satisfação. 



O grupo não encontro o rapaz, que tinha ido fazer a denúncia na delegacia, e começaram a agredir o pai dele com socos e pontapés. João Luiz teve traumatismo craniano, perda de memória, perdeu alguns dentes, teve o baço rompido, o que provocou hemorragia, e não sentia as pernas. Além disso, vomitou sangue. O bando não foi localizado.
Jornal Midiamax