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Moradores do Portal da Lagoa se revoltam e dizem que nome combina com o descaso

Moradores do bairro Portal da Lagoa na região da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), entraram em contato com a reportagem informando sobre a falta de cascalhamento, buracos, lamaçal e “lagoas”, que se formam nos bairros mesmo em dias sem chuva. O bairro tem mais de 300 famílias que moram em aproximadamente 20 ruas, na maioria […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 12h50

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Moradores do bairro Portal da Lagoa na região da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), entraram em contato com a reportagem informando sobre a falta de cascalhamento, buracos, lamaçal e “lagoas”, que se formam nos bairros mesmo em dias sem chuva. O bairro tem mais de 300 famílias que moram em aproximadamente 20 ruas, na maioria tomadas por lama.

Na rua Yolanda Peres de Lima, quando chove moradores dizem que a rua se transforma em um rio e após a chuva, enormes poças d’água surgem, escondendo sua real profundidade, fato que pode ocasionar acidentes e danificar veículos.

De acordo com o presidente do bairro, Oscar de Oliveira Martins, um ônibus ficou danificado na entrada do bairro, por conta do desnível. “Chegou a furar o tanque do ônibus, o pessoal da empresa disse que desse jeito vai ficar complicado continuar as linhas no bairro”, diz. No bairro passam os ônibus da linha Seminário, Lagoa da Cruz e Cabreúva.

“Já jogamos uns dez carros de aterro, não adianta”, conta o pintor Sebastião Veiga Miranda de 41 anos, que mora em frente a uma das poças. “Tem que trazer uns peixes pra jogar ae”, ironiza.

“Outro fator é que aqui é considerado como área rural, e isso dificulta de trazer creche, posto da PM e escolas”, argumenta sobre a falta de infraestrutura no bairro, o vice-presidente José Francisco Pereira.

“É muito buraco, e parece que afunda cada vez mais. E quando chove cira um rio”, conta o pedreiro Robson Luis Martins Leite de 58 anos.

“O último cascalhamento aqui foi na administração passada, já fiz cinco ofícios junto a Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), e até agora nada”, afirma o presidente do bairro.

No final de fevereiro, a respeito de uma reportagem no bairro Noroeste que apresenta problema semelhante, o secretário Seintrha, Semy Ferraz, afirmou que todos os bairros sem asfalto recebem cascalho. Segundo Semy, os bairros começam a serem cascalhados no mês de abril, período do término das chuvas.

Ainda de acordo com o representante do Seintra (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Campo Grande tem aproximadamente 1.500 km sem asfalto e 2.800 pavimentadas.

Jornal Midiamax