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MMX fecha 1º tri com prejuízo e geração de caixa negativa

A mineradora MMX encerrou o primeiro trimestre deste ano com um prejuízo líquido maior que o registrado um ano antes e uma geração de caixa negativa, segundo informou a empresa na noite de terça-feira. A companhia, que no ano passado passou por reestruturação com venda de ativos devido a dificuldades financeiras que envolveram o grupo […]

Arquivo Publicado em 25/06/2014, às 12h20

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A mineradora MMX encerrou o primeiro trimestre deste ano com um prejuízo líquido maior que o registrado um ano antes e uma geração de caixa negativa, segundo informou a empresa na noite de terça-feira.


A companhia, que no ano passado passou por reestruturação com venda de ativos devido a dificuldades financeiras que envolveram o grupo EBX, de Eike Batista, teve prejuízo líquido de 69,2 milhões de reais entre janeiro e março, um aumento de 25,4 por cento sobre igual período do ano passado.


O resultado foi influenciado pela ampliação do resultado financeiro negativo da companhia em quase três vezes, a 129,2 milhões de reais.


Ainda assim, a MMX destacou que houve uma redução no resultado financeiro negativo na comparação com o quarto trimestre, de 46 por cento, “reflexo da substancial redução do endividamento bancário após a conclusão da transação com Mubadala/Trafigura”.


A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou negativa em 501,3 milhões de reais no primeiro trimestre, revertendo o resultado positivo de 3,1 milhões de reais obtido um ano antes.


A mineradora atribuiu o resultado ao impacto negativo de provisão decorrente de estudos detalhados das estimativas de custos com base na evolução das análises contratuais junto a fornecedores do Projeto de Expansão da Unidade Serra Azul.


A receita líquida recuou 53 por cento na comparação com o primeiro trimestre de 2013, totalizando 110,4 milhões de reais.


Inicialmente, a MMX iria divulgar os resultados do primeiro trimestre no fim de maio, mas adiou a data devido aos desdobramentos contábeis nos seus resultados com a conclusão de investimento por Trafigura e Mubadala no Porto Sudeste, também citando efeitos da ratificação do seu plano de negócios para a postergação.


A MMX concluiu em fevereiro deste ano a venda de 65 por cento do Porto Sudeste à trading holandesa Trafigura Beheer e ao fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, num acordo envolvendo investimentos de 400 milhões de dólares e assunção de dívidas da MMX no valor de 1,3 bilhão de reais.

Jornal Midiamax