Milhares de usuários do Facebook se unem à ação coletiva contra a rede social

Milhares de usuários mostraram interesse em se unir a uma reivindicação coletiva contra o Facebook Ireland por violar as leis de privacidade na rede, segundo disse nesta quarta-feira o ativista austríaco Max Schrems, impulsor da iniciativa. Em consequência, declarou Schrems em seu site, a reivindicação coletiva apresentada perante um Tribunal de Viena limitará a inclusão […]
| 09/08/2014
- 23:09
Milhares de usuários do Facebook se unem à ação coletiva contra a rede social

Milhares de usuários mostraram interesse em se unir a uma reivindicação coletiva contra o Facebook Ireland por violar as leis de privacidade na rede, segundo disse nesta quarta-feira o ativista austríaco Max Schrems, impulsor da iniciativa.

Em consequência, declarou Schrems em seu site, a reivindicação coletiva apresentada perante um Tribunal de Viena limitará a inclusão de denúncias até um máximo de 25 mil perfis que, como seu impulsor, acusam o Facebook de violar as leis de privacidade na rede.

Segundo o ativista, desde 1 de agosto, cerca de sete mil pessoas de mais de cem países se registraram a cada dia no site www.europe-v-facebook.org para se somar a esta iniciativa legal, até alcançar um pico na sexta-feira passada de uma solicitação a cada seis segundos.

‘Acreditamos que receberíamos muito apoio, mas o número de participantes que se apresentou em um período tão curto superou nossas expectativas mais otimistas’, assinalou Schrems, advogado de profissão.

Embora tenha assegurado que a campanha estava ‘bem preparada’ para receber ‘uma grande quantidade de denúncias’, Schrems explicou que foram obrigados a fixar em 25 mil o número de pessoas que figurarão na ação coletiva dado que cada perfil deve de ser exaustivamente analisado para confirmar ou rejeitar supostas irregularidades.

Em sua reivindicação, Schrems pede para subsidiária do Facebook na Europa, cuja sede está em Dublin, uma indenização de 500 euros (US$ 671) por supostas violações da legislação de proteção de dados.

O ativista também vincula a companhia fundada por Mark Zuckerberg com o polêmico programa americano de espionagem em massa na Internet, que, segundo o ex-analista da NSA Edward Snowden, permitiu o acesso aos dados de milhões de cidadãos armazenados em servidores do Google, Facebook e Skype, entre outros.

NO mês passado, o Tribunal Superior irlandês já remeteu ao Tribunal Geral da União Europeia (UE) outra reivindicação apresentada por Schrems para que averigue se o Facebook entregou às autoridades americanas informação privada sobre seus usuários europeus.

Um ano antes, Schrems também apresentou um pedido similar perante a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), responsável por vigiar o cumprimento da legislação vigente por parte do Facebook, rede social que tem sua base de operações europeias na capital irlandesa.

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