Geral

Milhares de libaneses pedem legislação que defenda direitos das mulheres

Milhares de libaneses se manifestaram neste sábado em Beirute para exigir uma lei que proteja as mulheres da violência de gênero e para que seus direitos sejam reconhecidos. O protesto, organizado pela ONG Kafa e por outras associações que militam a favor dos direitos da mulher, aconteceu em frente ao museu de Beirute, onde foi […]

Arquivo Publicado em 08/03/2014, às 20h57

None

Milhares de libaneses se manifestaram neste sábado em Beirute para exigir uma lei que proteja as mulheres da violência de gênero e para que seus direitos sejam reconhecidos.


O protesto, organizado pela ONG Kafa e por outras associações que militam a favor dos direitos da mulher, aconteceu em frente ao museu de Beirute, onde foi apresentada uma obra de teatro mostrando a violência que algumas libanesas sofrem após se casar.


No Dia Internacional da Mulher, os manifestantes levaram cartazes com lemas como “Protejam-me, para que não me matem”, “Lutaremos sem concessões” ou “Vergonha da nação que mata suas mulheres em nome da honra”.


Entre os presentes no ato estavam parentes das últimas vítimas mortas pela violência de gênero, das quais foram exibidas fotografias.


Também havia jovens com o rosto pintado com manchas pretas e vermelhas, em alusão às agressões que algumas mulheres recebem de seus maridos.


Duas mulheres foram mortas por seus maridos em fevereiro no Líbano, onde Kafa apresentou um projeto de lei ao Parlamento para proteger a mulher que segue sem aprovação.


O diretor dessa ONG, Mahmoud Chucair, disse à Agência Efe que não só se manifesta para se solidarizar às mulheres, mas também para pedir a igualdade entre todas as pessoas.


A jovem universitária Maya explicou à Efe que foi à marcha para que o Parlamento vote a lei contra a violência de gênero e para que se reconheça o direito das libanesas a transmitir a nacionalidade a seus filhos.


A lei libanesa não permite à mulher transmitir a nacionalidade a seus filhos se se casar com um estrangeiro, embora vivam no Líbano, o que o homem pode fazer.

Jornal Midiamax