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MH370: Buscas podem levar um ano

O responsável pela operação internacional de busca pelo voo MH370, o australiano Angus Houston, afirmou nesta sexta-feira que pode levar até um ano para que o avião desaparecido da Malaysia Airlines seja encontrado. Ele disse, no entanto, estar confiante de que o aeronave será encontrada. Na semana que vem, representantes da Austrália, China e Malásia […]

Arquivo Publicado em 02/05/2014, às 11h05

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O responsável pela operação internacional de busca pelo voo MH370, o australiano Angus Houston, afirmou nesta sexta-feira que pode levar até um ano para que o avião desaparecido da Malaysia Airlines seja encontrado.


Ele disse, no entanto, estar confiante de que o aeronave será encontrada.


Na semana que vem, representantes da Austrália, China e Malásia vão se reunir na capital australiana, Canberra, para discutir o andamento das buscas.


Na última quinta-feira, um relatório revelou uma diferença de quatro horas entre o desaparecimento do MH370 e o início das operações de busca.


O estudo preliminar, do Ministério dos Transportes da Malásia, também apontou que os controladores de tráfego aéreo só perceberam que o avião havia desaparecido 17 minutos depois dele ter sumido dos radares.


A aeronave, com 239 pessoas a bordo, desapareceu no dia 8 de março enquanto sobrevoava o Mar do Sul da China. O avião partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, e deveria aterrissar em Pequim, na China, seis horas depois.


Autoridades acreditam, no entanto, que o avião tenha caído no mar em algum ponto a oeste da cidade australiana de Perth, a milhares de quilômetros longe de sua rota original.


O motivo do desvio permanece desconhecido. Uma operação de buscas envolvendo vários países ainda não encontrou vestígios da aeronave.


No início dessa semana, a Austrália anunciou que a operação estava entrando em uma “nova fase”, depois de realizar uma busca na área onde tinham sido captados sinais eletrônicos semelhantes aos da caixa-preta do avião.


‘Totalmente comprometido’


A reunião na Austrália na semana que vem ajudará a definir a próxima etapa das operações de busca, disseram autoridades.


“Esse encontro é muito importante porque formalizará o caminho que devemos seguir para garantir que essa busca continue com urgência e não seja interrompida em nenhum momento”, afirmou Houston.


A busca por destroços da aeronave foi adiada sem prazo determinado. Já a operação no solo submarino será estendida para a área onde as autoridades acreditam – com base em imagens de satélite – que o avião tenha caído.


“A busca deverá levar provavelmente cerca de oito meses, talvez de oito a 12 meses se nós tivermos um clima ruim ou outros problemas”, disse Houston.


“Mas nós estamos totalmente comprometidos em achar o MH370 e estou pessoalmente confiante de que, com uma busca efetiva, nós acharemos em algum momento essa aeronave”.


Relatório


Na noite da última quinta-feira, as autoridades da Malásia divulgaram um relatório preliminar sobre o avião desaparecido.


Segundo um rascunho do estudo, os controladores de tráfego aéreo do Vietnã contataram seus colegas de Kuala Lumpur às 01h38 (hora local) para comunicar sobre o desaparecimento do avião, 17 minutos depois dele ter sumido dos radares.


A operação de busca e resgate teve início quatro horas depois, às 05h30 locais.


O relatório também recomendou a introdução de um rastreamento em tempo real de voos aéreos comerciais, ao destacar que houve duas ocasiões recentes em que grandes aviões desapareceram sem deixar registros de suas últimas posições – os voos MH370 e o AF447, da Air France. em 2009 (que caiu no meio do Oceano Atlântico, com 228 passageiros a bordo).


“Essa incerteza criou uma dificuldade significativa para localizar a aeronave em tempo hábil”, informou o relatório.


Atualmente, não há qualquer exigência nesse sentido por parte da Autoridade de Avião Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), o órgão das Nações Unidas que fiscaliza a aviação global.


Enquanto isso, a Malaysia Airlines pediu a familiares dos passageiros para deixar o hotel em Kuala Lumpur onde estão temporariamente hospedados e ir para casa.


A companhia aérea diz demonstrar “profunda solidariedade à angústia contínua e inimaginável, e ao dano sofrido por aqueles com entes queridos a bordo do avião”, mas alertou que as buscas seriam “um processo longo”.


A empresa acrescentou ainda que os familiares devem aguardar por atualizações “no conforto de suas casas”.

Jornal Midiamax