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MG: “Deputado do castelo” deve ser convocado nesta terça-feira para assumir vaga na Câmara

O “deputado do castelo” Edmar Moreira (PR-MG) deve ser convocado, nesta terça-feira (25), para assumir o lugar que ficou vago na Câmara dos Deputados após a renúncia de Eduardo Azeredo – que se afastou para preparar sua defesa no caso do mensalão tucano. Moreira deve voltar ao parlamento porque os dois nomes que estavam antes […]

Arquivo Publicado em 25/02/2014, às 11h26

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O “deputado do castelo” Edmar Moreira (PR-MG) deve ser convocado, nesta terça-feira (25), para assumir o lugar que ficou vago na Câmara dos Deputados após a renúncia de Eduardo Azeredo – que se afastou para preparar sua defesa no caso do mensalão tucano.


Moreira deve voltar ao parlamento porque os dois nomes que estavam antes dele na fila de suplência não puderam assumir o cargo.


O primeiro na lista era o deputado João Bittar (DEM-MG). Ele estava exercendo o mandato como suplente de Carlos Melles, que atualmenete é secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.


Com a renúncia de Azeredo, Bittar deixou a suplência e foi efetivado. Para ficar na suplência de Melles, Ruy Adriano Borges Muniz (DEM-MG) foi convocado. No entanto, nesta segunda-feira (24), ele enviou carta à Câmara renunciando à suplência para continuar à frente da prefeitura de Montes Claros (MG).


A carta foi lida em plenário nesta segunda-feira (24) e será publicada no Diário Oficial da Câmara nesta terça. Com isso, Edmar Moreira, que é o próximo na fila de suplência, será convocado para assumir a vaga.


Nas eleições de 2010, o “deputado do castelo” conseguiu 45.576 votos nas urnas, quantidade insuficiente para lhe garantir uma vaga direta na Câmara dos Deputados. Por isso, ele ficou na lista de espera como suplente.

O castelo


Moreira ficou conhecido depois das denúncias de que ele era dono de um imóvel de 192 hectares e 36 suítes em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, avaliado em R$ 30 milhões.


O escândalo veio à tona em 2009, porque a propriedade não foi declarada à Justiça Eleitoral e gerou suspeitas sobre a origem dos recursos para a construção do castelo.


O suntuoso imóvel já causou muita dor de cabeça para o ex-deputado. Ele foi alvo de ação do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a acusação de sonegar imposto de renda.


A denúncia dizia que ele descontava tributos de seus empregados numa empresa de segurança e não os repassava à Receita, entre os meses de setembro e dezembro de 2005.


O “deputado do castelo” negou qualquer irregularidade e disse que o mega-imóvel não foi declarado porque estava no nome do filho Leonardo Moreira (PSDB), que é deputado estadual em Minas Gerais.


Em inquérito da PF (Polícia Federal), Leonardo também foi acusado de omitir o bem da Justiça Eleitoral na eleição de 2006.

Jornal Midiamax