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Médico do HV diz que seguiu todos os protocolos e apenas ‘revidou’ ameaça

O médico do Hospital da Vida, Renato Vidigal, prestou esclarecimentos acerca do caso de agressão ocorrido na noite de ontem em Dourados, envolvendo-o e o médico de Nova Andradina, Eduardo Munhoz. Em contato com a equipe de reportagem, Vidigal disse que seguiu todos os protocolos de atendimento e que vai denunciar Munhoz  ao Conselho Regional […]

Arquivo Publicado em 04/03/2014, às 12h20

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O médico do Hospital da Vida, Renato Vidigal, prestou esclarecimentos acerca do caso de agressão ocorrido na noite de ontem em Dourados, envolvendo-o e o médico de Nova Andradina, Eduardo Munhoz.

Em contato com a equipe de reportagem, Vidigal disse que seguiu todos os protocolos de atendimento e que vai denunciar Munhoz  ao Conselho Regional de Medicina (CRM), sob acusação de imperícia e imprudência. O caso foi registrado como agressão mútua.

Vidigal disse que no início da noite de ontem estava com sua equipe toda mobilizada no atendimento às vítimas de um acidente ocorrido em Itaporã, e que resultou na morte de uma jovem de 20 e de sua filha de 2 anos.

O médico relata que ele e seus colegas lutavam para manter a vida de um adolescente de 14 anos ferido gravemente no acidente, quando recebeu a notícia de que uma paciente que necessitava de atendimento urgente estava chegando de Nova Andradina. Quando a mulher deu entrada, ele constatou que a situação não era a mesma daquela que havia sido apresentada pelo seu médico, no caso, Munhoz.

“Estávamos todos mobilizados em estabilizar o adolescente até a chegada dos cirurgiões, quando veio ao HV a mulher com uma infecção urinária. Eu então deixei de atender o menor ferido para ver como a paciente estava, e pude constatar que não era nada grave”, disse Vidigal.

Diante desta circunstância, o médico de Dourados afirmou que o caso era de menor complexidade e que poderia ser tratado sem problemas em Nova Andradina. “Durante toda a conversa, ele [Munhoz] ficava me ameaçando e dizendo que estava com tudo filmado no celular. Ele queria que eu fizesse uma ponte e enviasse a paciente para outro hospital da cidade, o que é irregular, por isso, recomendei que ela fosse levada de volta. Ele também pediu uma cópia do prontuário, o que não é permitido por lei, por isso não passei”, apontou.

Ele lembra que a partir daí, o clima começou a esquentar. “A essa altura ele já estava bastante alterado, aparentemente sem motivos. Deixei a sala e voltei para atender a vítima do acidente que merecia prioridade. Foi quando Munhoz se aproximou de mim e disse que havia filmado tudo e que iria ferrar minha vida se eu não fizesse o que ele mandasse. Saímos do hospital e na rua iniciamos uma discussão. Neste momento eu tentei pegar o celular dele, ele me deu um arranhão e eu revidei com um soco no rosto dele”, detalhou Vidigal.

“Foi isso o que aconteceu. Agora vou denunciá-lo ao CRM porque ele teria simulado uma doença grave para conseguir uma vaga zero. A suspeita é de ele não teria conhecimento para atender o caso e queria repassar para outros fazerem seu trabalho. Isso é imperícia e imprudência. No boletim de ocorrências ficou registrado que ambos somos vítimas de agressão mútua. Agora vamos esperar o andamento da Justiça. Tenho a consciência tranquila, pois sei que segui todos os protocolos e, inclusive, a direção do HV ratificou minhas ações. Quanto ao soco, dei porque me senti pessoalmente ofendido depois de tanto estardalhaço provocado por ele”, concluiu.

Jornal Midiamax