Mãe que teve filha morta por falta de vaga em CTI promete processar Prefeitura e Estado

A técnica de enfermagem Eliana Delmondes Flores, de 50 anos de idade, promete responsabilizar Estado e município pela morte de sua filha, Camila Delmondes Flores, de 24 anos. Segundo ela, foi um típico caso de negligência médica. Camila morreu no último domingo, dia 10,depois de viver um drama por falta de vaga em uma UTI […]
| 13/08/2014
- 18:00
Mãe que teve filha morta por falta de vaga em CTI promete processar Prefeitura e Estado

A técnica de enfermagem Eliana Delmondes Flores, de 50 anos de idade, promete responsabilizar Estado e município pela morte de sua filha, Camila Delmondes Flores, de 24 anos. Segundo ela, foi um típico caso de negligência médica.

Camila morreu no último domingo, dia 10,depois de viver um drama por falta de vaga em uma UTI em hospitais públicos de Campo Grande.

O drama começou no fim do mês passado, quando Camila foi levada ao posto de saúde do Nova Bahia com muita febre. Na oportunidade foi diagnosticado que ela estava com anemia, sendo medicada e liberada.

No entanto, no dia 4 deste mês, uma segunda-feira, ela voltou a apresentar problemas e foi novamente levada ao posto de saúde quando começou a ser ministrado soro.

Na terça-feira, a situação se agravou e ela precisou ser intubada. O posto do Nova Bahia não conta com respiradouro mecânico e esse trabalho precisou ser feito com uma aparelho manual.

Foi iniciada a procura pelo equipamento que foi encontrado na Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, onde foi montada uma CTI, até que fosse disponibilizada vaga em um hospital da cidade.

“Minha filha ficou na UPA da Vila Almeida de terça até sexta-feira, quando então foi transferida para o CTI do Hospital Universitário.Os próprios médicos me disseram que se ela fosse para um CTI no máximo terça-feira, teria plenas condições de sobreviver”, afirmou Eliana.

Embora ainda não esteja de posse do laudo sobre a causa da morte Eliana tem plena convicção que sua filha morreu por falência múltipla dos órgãos, causada por infecção generalizada. “Conheço os sintomas por ser enfermeira e vou lutar com todas as forças para responsabilizar os culpados. Isto não vai trazer minha filha de volta, mas certamente vai impedir que casos como estes voltem a se repetir”, afirmou.

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