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Mãe de Joaquim é transferida para penitenciária de Tremembé

A mãe do menino Joaquim Pontes Marques, 3 anos, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, foi transferida na tarde desta terça-feira para a penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ela chegou ao local por volta das 16h20. No mesmo complexo penitenciário está o padrasto […]

Arquivo Publicado em 07/01/2014, às 21h16

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A mãe do menino Joaquim Pontes Marques, 3 anos, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, foi transferida na tarde desta terça-feira para a penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ela chegou ao local por volta das 16h20. No mesmo complexo penitenciário está o padrasto da vítima, Guilherme Raymo Longo, apontado como o autor do crime, segundo a Polícia Civil.

Guilherme chegou à penitenciária José Augusto César Salgado, conhecida como P2, por volta das 21h45 de ontem. A transferência aconteceu após a Justiça aceitar o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público.

Guilherme e Natália tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça no último dia 4 após denúncia do Ministério Público paulista (MP-SP). O padrasto de Joaquim foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e a mãe por omissão.

Ontem, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no plantão judiciário, negou habeas corpus impetrado pela defesa de Natália. O desembargador Luis Soares de Mello, que analisou o pedido, entendeu que a liminar “não pode ser outorgada neste momento de cognição sumária, em tempo de Plantão Judiciário”.

“O recesso forense se encerra no dia de hoje, certamente a prudência recomenda, para que não haja qualquer precipitação de julgamento, que a situação seja avaliada diretamente pelo próprio relator do caso”, disse na decisão.

O advogado de Natália, Nathan Castelo Branco, afirmou que encaminhará ainda hoje à Justiça um pedido de reapreciação do habeas corpus.

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no dia 10 de novembro de 2013, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto – cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Jornal Midiamax